sábado, 7 de março de 2015

O mal da pornografia e da masturbação


O consumo da pornografia e a consequente prática da masturbação vêm produzindo danos terríveis aos indivíduos e à sociedade moderna. Neste curso, as estudaremos em seus aspectos científicos, psicológicos e, sobretudo, espirituais, lançando luzes sobre o tema e apontando um caminho seguro para auxiliar aqueles que assim desejarem, a libertarem-se dessa escravidão e alcançarem a verdadeira liberdade.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ex-atriz pornô americana,nascida no Brasil,atua contra a pornografia nos Estados Unidos


Jessica Mendes entrou na indústria pornô aos 18 anos e adotou o nome pornô de Jessie Rogers.

Ela abandonou um ano e meio depois,apôs muitos abusos e experiências danosas,incluindo sofrimento por uma lesão grave e contraiu herpes.Jessica,em seguida,disse que era momento de sair,e testemunhou a favor do uso obrigatório de preservativos na pornografia.

Jessica ajuda a educar o público sobre os danos da pornografia através de seu trabalho como voluntária para Antiporpornography.org,pelos vídeos do youtube e suas histórias escritas,e em entrevistas e discursos(Role para baixo para ver todos estes exemplos,disponível nesta página).

Jessica também está reconstruindo sua vida e saúde,ela é atualmente uma honesta estudante universitária que estuda nutrição,e está pensando em ir para a escola médica quando se graduar.

Entretanto,Jessica em breve estará recebendo seu certificado de personal trainer,para que ela possa ganhar renda e ajudar os outros a entrar em forma.Jessica também é uma orgulhosa defensora da causa do veganismo e ama seu cão Brownie,além de promover um estilo de vida positivo e saudável.


O Vício da Pornografia

Por Karen Mortean

A tendência materialista e hedonista que tem violentamente invadido a mente humana nas últimas décadas também tem feito seus assaltos aos lares das famílias pela porta de frente. É o que nos revela um estudo recente conduzido pela empresa Symantec Corporation, no qual sexo e pornografia são mostrados como tópi­cos principais entre os 10 assuntos que crianças mais pesquisam na internet. Assustador por um lado, redundante por outro, já que não nos é novidade o frequente uso do apelo sexual em quase todos os meios de comunicação atualmente.

O apelo erótico que outrora era apenas sutilmente sugerido em novelas adultas, hoje já está abertamente exposto em canais ado­lescentes, pois, qualquer paixão é sempre conduzida para um fim de intimidade sexual. O mesmo ocorre na cultura musical pop, onde seus versos mais comuns tratam de histórias calorosas e seus refrãos de desfechos sexuais mais incríveis ainda. Nos periódicos femininos, da pré-adolescência à idade adulta, o assunto exclu­sivo são os detalhamentos pitorescos das mais incríveis histórias de traição, sexo, quando não, orgias e mesmo sadomasoquismo e outras bizarrices.

O fácil acesso a tais meios de comunicação associado à qua­se inexistência de uma formação de virtudes e critérios baseada na liberdade responsável aos nossos filhos, somado à mentalida­de relativista vigente, permitiu um afrouxamento moral capaz de nos fazer aceitar o inaceitável. Passamos a crer que a classificação erótico/pornográfico depende unicamente de um valor de juízo so­cial meramente consensual e subjetivo e não baseado na busca da excelência humana: “tais juízos mudam e se ajustam aos con­textos, criando fronteiras dinâmicas, históricas, precárias e mutantes. A pornografia é em si, um fenômeno social e, como tal, permanece em constante transformação.” (Benitez, 2009)

Esta dinâmica de ajuste contextual gerou um abismo entre o que era a pornografia de 100 anos atrás e o que ela se tornou atualmente. É evidente que a obscenidade não é manifestação exclusiva de nossos tempos, sendo observada e catalogada desde o início da história da humanidade - para os católicos, consequência de um mundo decaí­do pelo pecado. Cenas sexuais foram encontradas em desenhos rupestres, em manifestações religiosas panteístas e, milênios depois, em casas de prostituição. Em 1896, o primeiro vídeo considerado pornográfico chamado “The May Irwin Kiss” mostra o que seria um hoje um discreto beijo de May Irwin e John Rice.

Foi somente a partir de 1960, com a revolução sexual, que os porn-movies passam a conter cenas mais explícitas e audaciosas de sexo, e em 1980, nos Estados Unidos, é que os cinemas passam a ter salas especiais somente com a finalidade pornográfica. Com o advento da internet, transformando toda casa com computador numa sala de cinema pornográfica em potencial, a indústria só tem feito cifras sobre cifras em faturamento. Foi como descobrir uma mina de ouro pouco explorada: o efeito entorpecedor da pornogra­fia rendeu a construção de um império sem precedentes: “a porno­grafia se tornou um produto comercial fabricado para ser vendido e organizado segundo fórmulas e parâmetros comerciais, respon­dendo às demandas dos consumidores e visando a maximização do rendimento em prol de vendas maciças.” (Benitez,2009).

Os dois embaixadores da exploração sexual (ou do mais acei­tável nome de mercado adulto) mundialmente conhecidos são Lar­ry Flynt, criador da revista Penthouse, e Hugh Hefner, criador da revista Playboy. O legado desses empresários da pornografia foi a introdução da mentalidade capitalista de fomento e consumo do sexo, que geraram uma nova - se assim podemos chamar - cadeia produtiva com números que nenhuma outra indústria deixaria de almejar:

- Entre 1991 a 1997, o número de novos filmes de sexo explí­cito lançados apresentou um au­mento de 500%.
- Em 1997, a News & World Report afirmou que o entreteni­mento adulto estava avaliado em quase US$8 bilhões;
- Em 2000, 60% dos sites visitados na Internet eram de natu­reza sexual;
- Em 2001, o jornal New York Times citava uma estimativa para o negócio pornô na casa dos US$ 10 bilhões (incluindo web­sites, assinaturas de TV a cabo e filmes pay-per-view, filmes pagos em serviço de hotelaria, sexo por telefone, brinquedos sexuais e revistas pornográficas), dados fornecidos pela Forrester Research;
- Em 2001, foram produzidos 11.000 vídeos pornográficos contra 400 filmes lançados por Hollywood, e 70.000 websites por­nográficos (New York Times, 20 de Maio de 2001, “Naked Capi­talists”);
- Em 2002, foram criados 100.000 sites adultos nos EUA e cerca de 400.000 no restante do mundo;
- Em 2004, havia cerca de 420 milhões de websites pornográ­ficos no mundo;
- Em 2006, a estimativa de rendimento da indústria pornográ­fica era de US$ 13,3 bilhões apenas nos EUA;
- Em 2006, a China entra no topo da lista no rendimento do mercado pornográfico seguida pela Coréia do Sul: US$ 27 bilhões e US$ 25 bilhões respectivamente.

Ao longo da história da pornografia é observado que o aumento do seu consumo é proporcional ao desenvolvimento tecnológico, a partir da revolução industrial com a velocidade das impressões, o que era necessário meses para imprimir, passou a ser realizado em horas, minutos. Porém, se antes era necessário sair de casa, ir até a única livraria da cidade, para comprar uma única revista com conteúdo pornográfico, agora em 0,24 segundos estão disponíveis 174 milhões de imagens, digitando apenas a palavra porn. Se o acesso é fácil a curiosidade também, dados fornecidos pela em­presa Topten Reviews diz: “a cada segundo 28.258 usuários de internet estão a ver pornografia”

O problema é que a pornografia oferece recompensas para o cérebro, sua atuação é idêntica a outros provocadores viciosos como jogos de azar e cocaína. Seu mecanismo de ação se dá atra­vés de um impulso de dopamina. A dopamina é um neurotransmis­sor e um neurorregulador, sua função é proporcionar sensação de prazer, energia, disposição, motivação, controle e regulação dos movimentos, está presente na expressão dos estados afetivos, no raciocínio e na concentração. Ao acessar o conteúdo pornográfico, no cérebro é gerado um impulso de dopamina de curta duração, num período de uma ou duas horas a pessoa experimenta elevação do humor, alegria e sensação de bem estar, a este evento dá-se o nome de Sistema de Recompensa Cerebral. A curiosidade pela cena sexual, a impulsividade e a recompensa cerebral, geram um potencial viciador, como o uso gera gratificação, a pessoa sente vontade de passar por essa situação prazerosa novamente, tornan­do-se um ciclo vicioso.

 O estímulo pornográfico gera impulso de dopamina, a dopamina produz sensação de bem estar, cessando o impulso da dopamina, sensação de ansiedade enquanto espera a próxima reposição, podendo levar a compulsão.Da mesma maneira que o jogador e o usuário de cocaína pre­cisam, ao longo do tempo, aumentar a quantidade de apostas e droga (ou até trocar de droga), para conseguir o mesmo efeito de liberação de dopamina, o usuário da pornografia tende a necessitar cada vez mais de imagens sexuais menos ordinárias (aceitando in­clusive a pedofilia), para promover o mesmo efeito anterior.

Vários sintomas são observados no viciado em pornografia dentre eles:
- Diminuição da produtividade no trabalho, nos estudos.
- O usuário não consegue deixar de visitar pornografia no tra­balho;
- Passam muitas horas por dia acessando conteúdo pornográfi­co e/ou em chats de cybersexo;
- Comportamento sexual promíscuo;
- Exibicionismo
- Compulsão masturbatória
- Troca de sexo real por virtual;
- Cadastra-se em sites pornográficos pagos, gerando gastos in­controláveis.

Como a droga, a decisão inicial de acessar a pornografia é vo­luntária, mas seu uso crônico pode precipitar mudanças cerebrais que comprometem os sistemas de recompensa, motivação e mes­mo o livre-arbítrio. Como acontece com qualquer vício é muito difícil por razões neuroquímicas, para um viciado parar de fazer as coisas, não se trata somente de nulidade moral, e sim de desespero e ansiedade para conseguir obter a próxima dose de dopamina.

Num mundo gravemente viciado, compreender o potencial po­derosamente viciador do uso da pornografia e a sua indústria se faz necessário, o erotismo e a pornografia estão dispostos 24 horas por dia no conforto dos lares. Ferindo as famílias, usando as pessoas, maltratando quem vê e quem faz. Na segunda parte do texto, na próxima edição, será tratada a questão moral, os danos no matri­mônio e os meios para evitar.


Referências Bibliográficas
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1981/documents/hf_jp-ii_aud_19810429_po.html
www.familysafemedia.com/pornography
www.discernement.com/fichs/10141.pdf
http://internet-filter-review.toptenreviews.com/internet-porno­graphy-statistics.html)
http://pt.scribd.com/doc/35411982/BASTIDORES-E-CENA­RIOS-DO-PORNO-BRASILEIRO
HUNT, Lynn. 1999. A Invenção da pornografia. São Paulo: Editora Hedra.
DIAZ, Benítez, María Elvira .Nas redes do sexo: Bastidores e cenários do pornô brasileiro/ María ElviraDíaz Benítez. Rio de Janeiro: UFRJ/Museu Nacional/PPGAS, 2009
SAIDE, O. & MELLO, L. TDAH e Transtorno do uso de subs­tância
American Psychiatric Association 2009, Annual Meeting: Abs­tract NR2-042. Presented May 18, 2009.

“Onde há pornografia, não há liberdade. Há alguém ganhando dinheiro e alguém sofrendo para produzir o dinheiro que este outro está ganhando. Quem se vê submetido à cena pornográfica, sempre sofre, mesmo apesar de seus possíveis comprometimentos subje­tivos a tal submissão. O comprometimento eventual de alguns de nós, não legitima o ato agressivo de quem propõe a pornografia”. Manifesto contra a pornografia - Pedro Cardoso – ator

Fonte: Rewista In Guardia - Fevereiro 2012

terça-feira, 3 de março de 2015

Sexo,Amor,Pornografia

Por:Karen Mortean

A sexualidade é um componente fundamental da personalidade,é um modo próprio do ser,de manifestar,expressar e comunicar o amor humano,tornando-se impossível desvincular a sexualidade do amor.“O amor abraça também o corpo humano e o corpo torna-se participante do amor espiritual”(1),ou seja,o amor humano abrange a unidade corpóreo-espiritual, é total e integral.A prática sexual não pode ser reduzida a mero conhecimento intelectual ou vínculo afetivo,ela é também corporal.

No livro do Genesis o autor relata que o homem e a mulher se conheceram,Adão conheceu Eva,sua esposa,este conhecimento trata-se da condição humana integral do outro enquanto cônjuge.No ato sexual se reconhece o valor da pessoa em sua totalidade,corporal,emocional,racional e espiritual.Os corpos dos esposos na sua nudez manifestam-se como um dom(2),do mesmo modo a complementariedade sexual,o impulso sexual físico e a gratificação imediata do mesmo.“Os corpos dos esposos na sua nudez é entendido como manifestação da pessoa e como o seu dom, ou seja sinal de confiança e de doação à outra pessoa...”(3).Desfrutar no matrimônio a vivência sexual não é pecado,desde que não se exclua dele deliberadamente o fim divino.

A doação total dos esposos em todas as suas dimensões tem sua realização última na união sexual,proporcionando o conhecimento mútuo, alegria,compreensão,proximidade emocional,intimidade e prazer compartilhado.Sendo assim,é natural o desejo de uma vivência sexual plena e feliz no casamento.O problema é que a ignorância do verdadeiro significado do dom do corpo,acrescido da mentalidade de satisfação pessoal a todo custo,tem gerado sérios problemas de ordem moral na vida conjugal.Em busca de uma realização sexual distorcida,o casal ou somente um dos cônjuges, é persuadido a usar de meios que ferem a dignidade humana.

Práticas como assistir filmes pornográficos e o uso de vídeo ou chat de sexo online,estão induzindo casais ao erro com argumentos ilusórios de serem inofensivas e capazes de estimular e melhorar a vida sexual matrimonial. Porém,ao contrário do que se deseja,a mera relação sexual desvinculada do amor profundo,não só não aumenta o amor entre os envolvidos, como impede que se estabeleça uma relação efetivamente amorosa após a relação sexual.Um estudo publicado na revista Family Research Council,realizado por Patrick F.Fagan* descreve os efeitos sociais e psicológicos da pornografia(4),demonstrando o impacto do seu consumo no matrimônio.

Ele faz referência às evidências clínicas,que demonstram como a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.As consequências negativas no matrimônio são inúmeras,gerando sofrimentos psicológicos profundos nas esposas de homens consumidores regulares de pornografia e estes, por sua vez,acabam por diminuir sua entrega emocional nas relações sexuais.Os danos psicológicos mais comuns nas esposas dos consumidores de pornografia são sensações de traição,perda e desconfiança,diminuição da auto-estima,perda da confiança do seu poder de atração e de seu desempenho sexual e em casos mais graves esses sofrimentos podem desencadear quadros depressivos.Já nos maridos consumidores de pornografia,os problemas mais comuns são diminuição do desejo por suas esposas,diminuição da com as pessoas no convívio social.

Um outro estudo preliminar,revela que 40% dos viciados em sexo perdem suas esposas. Um levantamento de dados a partir de relatos de advogados de divórcio indicam que em 68% dos casos de divórcios ocasionados por uma das partes ter se envolvido em interesses amorosos na internet,em 56% dos casos este tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.Para agravar ainda mais a situação,semelhante estudo realizado por Fagan,revela que a pornografia exibe uma grande quantidade de conteúdo violento.“Um estudo dos diferentes meios pornográficos encontrou violência em quase 1/4 das cenas de revistas e mais de 1/4 nas cenas de vídeos,além de mais de 40% na pornografia online(5).”Os estudos sugerem que há uma conexão entre a exposição da pornografia e as agressões sexuais.O consumo de pornografia não-violenta, estimula o homem a perder com maior facilidade o auto-controle,ficando mais propício a forçar sua esposa a ter relações sexuais quando esta não consente.

De modo geral,as distorções mais comuns criadas pela pornografia são três:

1. As relações sexuais na natureza são algo recreativo.
2. Os homens são em geral sexualmente dominantes.
3. As mulheres são objetos ou bens sexuais.

Na relação sexual na qual o casal consente o uso de estímulo sexual fora da intimidade a dois,é uma união falsa.É um ato degradante que foge completamente do desejo do Criador,é incompatível com a dignidade de um filho de Deus.Outra prática ilusória e sem sentido, do verdadeiro significado da união sexual verdadeira,é o hábito de imaginar que ao unir-se sexualmente com seu cônjuge, está possuindo outra pessoa.Alegar que um acordo entre as partes isenta o erro do uso da pornografia é uma mentira sem fundamento,conseqüência de uma mentalidade relativista.

O uso da pornografia, se não for combatido,leva à ruína a vida da alma e do amor conjugal, pois é uma inclinação ao mal,fruto do pecado original e dos pecados pessoais e, principalmente, é uma ofensa grave a Deus.Reconhecer esta desordem interna deve primeiro nos impulsionar a rezar,pedindo a misericórdia de Deus que tudo perdoa e tudo pode mudar.Nesta luta contra os pecados internos é de fundamental importância,fazer uma boa confissão,recorrer frequentemente aos sacramentos,rezar as práticas de piedade mariana,apegar-se à oração e à mortificação.Exercitar a sinceridade diante de Deus e diante de si, e,se possível,procurar um diretor espiritual(6).

Na luta contra os maus hábitos cotidianos é necessário ter uma conversa sincera com o cônjuge, conter a curiosidade,não assistir ou ler histórias sensuais,distrair-se com passeios,esforçar-se em fomentar o afeto entre o casal (elogios,flores,carícias).A grande chave de ouro é reconhecer-se humilde diante de Deus.A humildade que nos permite reconhecer nossas misérias sem desesperar por nossos erros.“Porquanto,é esta a vontade de Deus:a vossa santificação,que vos aparteis da luxúria,que cada qual saiba tratar sua própria esposa com santidade e respeito,sem se deixar levar pelas Paixões,como os gentios que não conhecem a Deus”.(7)

1- Exortação Apostólica Familiaris Consórtio

2- Gen 2, 25

3- Papa João Paulo II.

4- The Effects of Pornography on Individuals,Marriage, Family and Community

5- http://www.zenit.org/article-24113-?l=portuguese

6- http://www.opusdei.org.br/art.php?p=48544&rs=m

7- 1 Tes 4,6

8- 270 perguntas e resposta sobre Sexo e Amor - Rafael Llano Cifuentes

9- Sereis uma só carne - Prof. Felipe Aquino

10- Amor e Casamento - Cormac Burke * Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião.

Fonte: Revista In Guardia - Junho 2012

segunda-feira, 2 de março de 2015

Anarquia sexual: o legado de Kinsey

Nossas crianças estão sob ataque de um inimigo pérfido e perigoso.
Em 17 de agosto de 2011, mais de 50 ativistas participaram de uma conferência para “indivíduos que sentem atração por menores de idade”, isto é, pedófilos. O propósito da conferência foi eliminar o “estigma” ligado à pedofilia e redefinir a pedofilia como “orientação sexual” normal. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos apurou que 64 das vítimas de estupro anal violento são meninos com menos de 12 anos e que 58.200 crianças foram raptadas por indivíduos não parentes em 1999.
Os tão chamados “especialistas” no campo da sexualidade humana afirmam que as crianças são sexuais não só desde o nascimento, mas até mesmo no útero e são participantes voluntárias de atos sexuais com adultos.
Crianças são incentivadas a ter experiências sexuais cedo e muitas vezes e a se envolver sexualmente com membros do mesmo sexo bem como do sexo oposto. As doenças sexualmente transmissíveis entre adolescentes estão aumentando em proporções epidêmicas, e variedades novas e às vezes fatais de doenças estão sendo registradas. Mais de 50.000 adolescentes contraíram o HIV que avançou para AIDS total e já em 1992 mais de 7.000 meninos e 1.500 meninas morreram de HIV/AIDS.
Como foi que chegamos a esse ponto? Como é que podemos deter essa loucura antes que percamos uma geração inteira?
A pergunta de como chegamos a esse ponto pode ser respondida com duas palavras: Alfred Kinsey. Mesmo 55 anos depois de sua morte. O Dr. Alfred C. Kinsey continua a afetar profundamente a cultura americana. Dois de seus apoiadores mais ardentes, a Dra. Carol Vance, ativista lésbica e antropóloga da Universidade de Columbia, e o Dr. John Money, um defensor assumido da pedofilia e pioneiro de cirurgia transgênera na Universidade de Johns Hopkins, resumiram de forma convincente o legado do Dr. Kinsey — um legado que eles consideram “progresso” sexual, mas é em realidade anarquia sexual.
Falando num congresso sobre Kinsey em 1998 de companheiros sexólogos da Universidade Estadual de San Francisco, a Dra. Vance disse: “O campo de batalha é a biografia”. [1] Se Kinsey for desacreditado, ela alertou, “200 anos de progresso sexual poderão ser arruinados”.
As declarações da Dra. Vance ecoam comentários feitos em 1981 pelo Dr. Money no 5º Congresso Mundial de Sexologia em Israel. Eles também concordaram que as informações contidas na Tabela 34, abaixo, e os outros dados que registram os abundantes abusos de crianças de Kinsey e sua equipe, descritos em detalhe no estudo de Kinsey de 1948 sobre a sexualidade masculina, seriam a destruição das “eras pré- e pós-Kinsey” globalmente e nos EUA.
Aliás, o Dr. John Bancroft, diretor do Instituto Kinsey, disse na conferência de 1998, que comemorou o aniversário de 50 anos dos estudos de Kinsey, que ele “rezava” para que um programa de televisão britânico, “Secret History: Kinsey Paedophiles” (História Secreta: Os Pedófilos de Kinsey), jamais fosse exibido nos Estados Unidos porque o público não compreenderia a “ciência” que Kinsey usou quando publicou as tabelas 30-34. Ele compreendia que se essas tabelas fossem amplamente divulgadas nos Estados Unidos, então o campo inteiro da sexualidade humana e da educação sexual humana seria destruído.
Esse campo da sexualidade humana e da educação sexual humana e 200 anos de “progresso sexual” que esses “cientistas” de elite estavam tão preocupados que seriam destruídos são descritos de forma melhor como anarquia sexual. Essa anarquia sexual que deu a esses cientistas e seus seguidores prestígio, dinheiro, credibilidade e controle sobre a desconstrução da sociedade civil judaico-cristã foi fabricada pelo Dr. Kinsey.
Como zoólogo de vespas na Universidade de Indiana de 1920 até sua morte em 1956, o Dr. Kinsey é famoso por seus livros de grande impacto, Sexual Behavior in the Human Male [Conduta Sexual no Homem] (1948)[2] e Sexual Behavior in the Human Female [Conduta Sexual na Mulher] (1953),[3] financiados pela Universidade de Indiana e pela Fundação Rockefeller. O Dr. Kinsey disse que sua missão era eliminar o legado legal e comportamental sexualmente “repressivo” do Cristianismo e Judaísmo. Ele afirmava que esse legado sexual “repressivo” era responsável por males socio-sexuais como o divórcio, estupro, filhos ilegítimos, doenças venéreas, delinquência juvenil, promiscuidade sexual, homossexualidade, adultério e abuso sexual de crianças.
Além disso, ele argumentava que se nós americanos admitíssemos que estávamos realmente engajados em condutas devassas generalizadas, em vez de negar hipocritamente, então esses males socio-sexuais seriam dramaticamente reduzidos.
Em grande medida, a missão do Dr. Kinsey foi cumprida, na maior parte depois de sua morte, por sua legião de verdadeiros crentes — elitistas que fizeram lavagem cerebral sistemática em seus colegas das elites intelectuais para adotar a cosmovisão secular pansexual e jogar no lixo a cosmovisão judaico-cristã sobre a qual este país foi fundado e prosperou.
O resultado da missão do Dr. Kinsey foi totalmente o contrário da utopia que ele predisse. Em vez de reduzir os males socio-sexuais que ele afirmava serem desenfreados nos Estados Unidos antes de Kinsey, a implementação da cosmovisão de Kinsey vem aumentando o existente trauma sexual global e ao mesmo tempo vem introduzindo um exército de novos males que são objetivamente definidos como anarquia sexual. Como um câncer se espalhando em todo o corpo, a anarquia sexual se espalhou em toda a estrutura da sociedade, afetando todos os aspectos da vida americana e todo homem, mulher e criança.
De acordo com o “estudo” de Kinsey financiado pelos Rockefellers, a “ciência” dele demonstrou que os seres humanos desde o início viviam copulando como insetos ou macacos, mas de modo sistemático e hipócrita viviam mentindo sobre suas condutas. Os adultos afirmavam que eram virgens, ou matrimonialmente fiéis, mas, de acordo com Kinsey, a verdade era que a maioria das pessoas era promíscua e a generalizada promiscuidade sexual não havia provocado nenhum dano à sociedade civil.
Portanto, disse Kinsey, todas as leis que restringem a conduta sexual — as leis que haviam favorecido e protegido mulheres, crianças e a família durante gerações — eram simplesmente sobras antiquadas deixadas por uma era desinformada e hipócrita. Tais leis sexuais não eram mais válidas numa “era sexualmente iluminada e honesta”.
Depois, apareceu “o propagandista de Kinsey”: Hugh Hefner e sua revista Playboy. Por insistência de Kinsey, as leis dos Estados Unidos foram esvaziadas para se assemelharem ao estilo de vida de sexo livre que Kinsey alegava que os americanos estavam vivendo desde o começo, e pudessem finalmente viver publicamente com um espírito aberto e livre — sem mais mentiras e fingimento. Portanto, o Código Penal Modelo do Instituto de Direito Americano em 1955 jogou no lixo os padrões sexuais do “direito comum” que eram baseados na autoridade e procedente da Bíblia para ficar com a “lei científica” baseada nos “dados alegadamente objetivos” de Kinsey.
O Instituto de Direito Americano (IDA) recomendou leis que trivializavam o estupro e permitiam a fornicação, a coabitação, a sodomia e o adultério. Logo depois, a fornicação, a coabitação e o adultério foram descriminalizados de modo que se tornariam comuns, normais e inofensivos, conforme Kinsey disse que haviam sido desde o começo. Em 1957, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos usou Kinsey e sua equipe para concluir que os homossexuais não representam um risco de segurança.
O IDA também recomendou mudar a definição de obscenidade, o que o Supremo Tribunal fez em 1960. Naquele mesmo ano, a alegação de Kinsey de que de 10% a 37% da população masculina são pelo menos às vezes homossexuais foi usada para promover “direitos gays” nas profissões das elites, tais como medicina, psiquiatria, assistência social, educação, etc.
Em 1961, Illinois se tornou o primeiro estado a legalizar a sodomia heterossexual. Em 1962 Ralph Slovenko escreveu na revista Vanderbilt Law Review (Análise do Direito na Universidade Vanderbilt) que crianças de quatro ou cinco anos são provocativas: “Até mesmo com a idade de quatro ou cinco anos, essa sedução pode ser tão potente a ponto de oprimir o adulto e levá-lo a cometer o crime”.
Naquele mesmo ano, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos declarou que a oração em escolas públicas era inconstitucional [4] e no ano seguinte declarou que a leitura da Bíblia nas escolas públicas era inconstitucional. [5] A cosmovisão judaico-cristã foi eliminada das salas de aula. As escolas não mais poderiam ensinar que a fornicação, o adultério ou a coabitação eram ilegais, e os professores de saúde não mais poderiam indicar que o sexo deveria ser confinado ao casamento porque isso refletiria uma cosmovisão “religiosa”, portanto, alegadamente sem base científica.
A única possibilidade que restava para ensinar a reprodução humana era a cosmovisão “científica” de Kinsey.
Em 1968, mais de 51.000 profissionais sexuais haviam sido treinados pelo não autorizado
IEASH (Instituto para o Estudo Avançado da Sexualidade Humana) para ensinar a sexualidade, conforme Kinsey, nas escolas e faculdades médicas e a projetar currículos de educação sexual para as escolas. Em 1975, o IEASH começou a credenciar educadores sexuais em “sexo seguro” com o nível de doutorado.
A contracepção se tornou uma necessidade em face das mudanças radicais no cenário sexual, e assim é que foi legalizada em 1965.[6]
À medida que a evidência de falta de “consentimento” se tornou o único critério para crimes sexuais, as alegadas vítimas de estupro eram comumente desafiadas como “gostando” do sexo brutal e como dando consentimento para a atividade sexual. A prostituição e o estupro foram cada vez mais mencionados como “crimes sem vítimas” nos tribunais e nos meios de comunicação.
Portanto, o direito de ter sexo para “diversão” e lucro se tornou a justificativa para uma indústria sexual, inaugurada pelo propagandista de Kinsey, Hugh Hefner, que inclui pornografia infantil e adulta, exibicionismo, prostituição e clubes de strip-tease, para mencionar somente uns poucos. Essa indústria cresceu tanto que virou um mercado multibilionário, dando a seus fornecedores os recursos e poder político para negociar verbas para organizações de pesquisa na área de sexologia e organizações que criam currículos de educação sexual para as escolas dos EUA, bem com o acesso a grupos de pressão política e, comprovadamente, a legisladores estaduais e federais para continuarem a mudar a lei para favorecer os interesses da indústria sexual.
A Playboy e outras revistas pornográficas têm também financiado a Federação de Planejamento Familiar, o Conselho de Informações e Educação Sexual dos Estados Unidos (conhecido pela sigla em inglês SIECUS), o Instituto Kinsey e outras instituições de “sexologia”.
Em 1967, a Playboy concedeu a primeira de muitas verbas para a [organização esquerdista de pressão política] ACLU para apoiar o uso de drogas, a pornografia, o aborto, a homossexualidade, a [des]educação sexual nas escolas e a eliminação ou redução das penas para os criminosos sexuais. Começando em 1970, aPlayboy oficialmente concedeu financiamentos para a ONRLM, Organização Nacional para Revogar as Leis contra a Maconha.
O ano de 1969 trouxe eventos importantes relacionados à campanha sistemática para normalizar a homossexualidade conforme era promovida com sucesso por Kinsey 21 anos antes. A Frente de Liberação Gay foi formada na Universidade Alternativa de Nova Iorque. A Associação Americana de Sociologia oficialmente declarou que a homossexualidade é normal, citando a “pesquisa” de Kinsey. A Força-Tarefa sobre Homossexualidade dos Institutos Nacionais de Saúde Mental recomendou legalizar atos homossexuais (sodomia) consensuais privados citando os “dados” de Kinsey. [7] Em 1972, essa força-tarefa, liderada por discípulos de Kinsey, recomendou insistentemente que a homossexualidade fosse ensinada como variação sexual normal nas escolas dos EUA.
Uma lei de divórcio “sem determinação de culpabilidade” foi solenemente introduzida na Califórnia em 1970. Em 1985, leis de divórcio “sem determinação de culpabilidade” estavam em vigor em 49 estados. Isso ocasionou um aumento enorme no índice de divórcio e o empobrecimento de mulheres e crianças, aumentando a necessidade para assistencialismo estatal e aborto, sendo que o aborto foi legalizado em 1973.[8]
A ausência de pais no lar reduziu a vida doméstica, econômica, social, emocional e espiritual, o que provocou uma epidemia de abusos sexuais contra as crianças, mais promiscuidade sexual, mais criminalidade — inclusive estupro e prostituição — mais doenças venéreas e esterilidade em moças. Sem nenhum pai no lar, os filhos estavam de modo significativo mais vulneráveis a abusos por parte de crianças mais velhas, o que era redefinido por Kinsey como “inofensivas” brincadeiras sexuais entre colegas. Essas “inofensivas” brincadeiras sexuais levaram a índices elevados de doenças venéreas, promiscuidade sexual, identidade homossexual assumida e suicídio.
Essas desordens então abriram a porta para formas adicionais e mais perigosas de [des]educação sexual compulsória mascaradas como “orgulho” da própria “orientação” sexual, leis contra bullying, prevenção à AIDS e mais orientações em “sexo seguro”, inclusive masturbação mútua, sodomia oral e anal e ver pornografia.
Em 1981 a Dra. Mary Calderone, presidente do SIECUS e ex-diretora médica da Federação de Planejamento Familiar, radicalizou mais do que Kinsey, afirmando que as crianças são sexuais no útero (Kinsey dissera que as crianças eram sexuais desde o nascimento).
Calderone anunciou que a conscientização da sexualidade infantil era a meta principal de sua organização. Isso marcou o padrão “científico” para a distribuição de camisinhas para crianças na nação inteira. Intervenções terapêuticas foram instituídas para ajudar os jovens que estavam agora cada vez mais traumatizados. Intervenções farmacológicas também aumentaram, inclusive vacinas compulsórias de Hepatite B para bebês e vacinas do HPV para crianças em idade do ensino fundamental como “proteções” contra DSTs. Ambas as vacinas foram promovidas num manifesto pedófilo de 1977 chamado “Direitos da Criança”.
Dava para se escrever centenas de páginas sobre essas questões e os efeitos colaterais adversos da bem-sucedida propaganda de promiscuidade de Kinsey que fizeram os EUA cair num estado de anarquia sexual.
Precisamos colocar toda nossa atenção agora no modo como podemos deter toda essa loucura — não ignorando o problema ou desistindo de tudo em desespero. Deus está do nosso lado, exatamente como Ele estava do lado daqueles que fundaram este país. Deus usou 56 homens tementes a Deus para enfrentar a maior potência imperial do mundo livre e dar nascimento a esta grande nação. Ele pode nos usar para enfrentar o atual estado de anarquia sexual, retornar esta nação às nossas raízes judaico-cristãs e resgatar nossos filhos do inimigo que busca roubar, matar e destruir. Como beneficiários da ação miraculosa de Deus que criou os Estados Unidos, não podemos fazer menos que isso. Kinsey e seus discípulos no Instituto Kinsey por mais de 60 estão remoldando a cultura americana. Com as décadas de pesquisas da Dra. Reisman, temos as armas para prevalecer, e precisamos nos unir para criar uma resposta judaico-cristã para o Instituto Kinsey. Temos o apoio do Deus do universo. Podemos e temos de ganhar esta batalha.

Notas:
1 - “O campo de batalha se tornou a biografia à medida que conservadores morais como a Dra. Judith Reisman se esforçam para desacreditar Alfred Kinsey a fim de rever outra era americana”, alertou a professora Carole Vance. Outro infame sexólogo declarou: “Tenho alguns problemas, e estou certo de que vários de nós têm, com o uso da palavra ‘normal’. Se considerarmos o abuso sexual de crianças, o problema para defini-lo, até que ponto estamos falando dos aspectos da conduta que chamaríamos errada… não sabemos realmente até que ponto essas experiências são danosas…” (6 de novembro de 1998, seminário da Universidade Estadual de San Francisco “Kinsey At 50: Reflections On Changes In American Attitudes About Sexuality Half A Century After The Alfred Kinsey Studies”, celebrando Kinsey e tratando de estratégias de anarquia para uma novo futuro sexual global).
2 - No mesmo ano, a Fundação Carnegie financiou o Comitê de Educação Legal da Associação de Advogados, Juristas e Magistrados dos EUA e do Instituto de Direito Americano. Outros livros pró-Kinsey foram publicados pedindo reformas nas leis sexuais e complacência para os criminosos.
3 - Naquele ano, a comissão parlamentar Reece foi proibida de investigar os dados de Kinsey. Além disso, a Federação de Planejamento Familiar foi fundada em Washington, D.C.
4 - Engel v. Vitale, 370 U.S. 421 (1962).
5 - Abington School District v. Schempp, 372 U.S. 203 (1963).
6 - Griswold v. Connecticut, 381 U.S. 479 (1965) (casais casados), Eisenstadt v. Baird, 405 U.S. 438 (1972) (casais amigados).
7 - O Supremo Tribunal manteve a criminalização da sodomia na decisão Bowers versus Hardwick, 478 U.S. 186 (1986), mas então revogou essa decisão e resolveu que a sodomia homossexual não mais poderia ser criminalizada, na decisão Lawrence versus Texas, 539 U.S. 558 (2003). Essa última decisão foi em grande parte baseada no Código Penal Modelo do IDA, o qual era amplamente mencionado como um documento de Kinsey.
8 - Roe versus Wade, 410 US 113 (1973). Conforme o juiz Kennedy observou na opinião da decisão Lawrence,Griswold e Eisenstadt eram parte do campo de batalha para a opinião em Roe. Lawrence, 539 U.S. at 565. Isso ilustra como o legado de Kinsey tem permeado todos os aspectos da sociedade.
 Tradução: Julio Severo

Querido pai: carta aberta a um usuário de pornografia

Querido pai,

Eu quero que o senhor saiba, em primeiro lugar, que eu o amo e o perdoo pelo que o seu consumo de pornografia me causou. Também queria que o senhor soubesse exatamente o que isso fez à minha vida. O senhor pode pensar que isso afeta apenas o senhor, ou ainda os seus relacionamentos e os da mamãe. Mas isso teve um profundo impacto em mim e em todos os meus irmãos.

Encontrei seu material pornográfico no computador, em algum lugar, por volta dos 12 anos de idade, quando começava a tornar-me uma jovem mulher. Em primeiro lugar, pareceu-me muito hipócrita que o senhor tentasse ensinar-me o valor do que entrava em minha mente, por meio dos filmes, quando, aqui, o senhor entretinha regularmente sua mente com esse lixo. Suas conversas comigo, sobre como tomar cuidado com o que eu assistia, passaram a não significar praticamente nada.

Por causa da pornografia, eu descobri que a mamãe não era a única mulher para a qual o senhor olhava. Passei a notar o seu olhar atrevido quando saíamos de casa. Isso ensinou-me que todos os homens têm o mesmo jeito de olhar e não são confiáveis. Aprendi a desconfiar e até a rejeitar os homens por esse modo como eles observavam as mulheres.

Até onde vai a modéstia, o senhor tentou falar comigo sobre como meu vestido afetava aqueles ao meu redor e como eu deveria valorizar a mim mesma pelo que eu sou interiormente. Suas ações, todavia, me diziam que eu só seria verdadeiramente bonita e aceita se parecesse com as mulheres nas capas de revista ou nos materiais pornográficos. Suas conversas comigo não significaram nada e, na verdade, só me deixaram irritada.

Assim que cresci, só tive essa mensagem reforçada pela cultura em que vivemos. Aquela beleza é algo que só pode ser alcançado se você se parece com "elas". Eu também aprendi a confiar cada vez menos no senhor, já que o que me dizia não se alinhava com o que o senhor fazia. Eu sempre me perguntava se algum dia encontraria um homem que me aceitasse e me amasse por mim e não apenas por meu rosto bonito.
Quando levava minhas amigas para casa, eu me perguntava como o senhor as tratava. O senhor as via como minhas amigas ou como um rosto bonito em uma de suas fantasias? Nenhuma garota deveria sequer imaginar isso a respeito do homem suposto a proteger a ela e às outras mulheres em sua vida.

Eu conheci um homem. Uma das primeiras coisas que lhe perguntei foi sobre sua luta com a pornografia. Agradeço a Deus por não ser algo que tenha tomado tanto controle sobre sua vida. Nós ainda temos lutas por causa da profunda desconfiança dos homens que tenho em meu coração. Sim, o seu consumo de pornografia afetou o meu relacionamento com o meu marido, anos depois.

Se eu pudesse lhe dizer uma coisa, seria isto: a pornografia não afetou apenas a sua vida; afetou todos ao seu redor, de maneiras que eu acho que o senhor não pode sequer imaginar. E ainda me afeta, até hoje, quando eu penso na influência que isso tem em nossa sociedade. Apavoro-me com o dia em que tiver que conversar com meu querido pequeno garoto sobre a pornografia e suas vastas e gananciosas mãos. Quando eu contar a ele como a pornografia, assim como a maior parte dos pecados, afeta muito mais que apenas a nós mesmos.

Como disse, eu já o perdoei. Sou muito agradecida a Deus pelo trabalho que Ele tem feito em minha vida nesta área. É uma área com a qual eu ainda luto de vez em quando, mas sou agradecida pela graça de Deus e pela de meu marido. Rezo para que o senhor supere tudo isso e para que muitos homens que lutam com a pornografia tenham os seus olhos abertos.

Com amor,

Sua filha.


A pandemia pornográfica: estamos inundados de pornografia

O vício da pornografia é agora comum entre adultos e é até mesmo um problema crescente para crianças e adolescentes. Poucos dos que são viciados conseguirão ajuda, e as consequências podem durar a vida inteira, de forma grave.

Numa conversa com um padre em minha diocese, compartilhei o relatório do meu diretor espiritual de que de cada duas confissões que ele ouve de homens, uma envolve o pecado da pornografia. A resposta do padre foi chocante: “Oh, é muito pior do que isso!” Desde então, essa triste realidade vem sendo confirmada por muitos outros: O pecado da pornografia está assolando os homens católicos.

A pornografia é agora mais popular do que o futebol. Aliás, se tornou o passatempo dos Estados Unidos, e estamos inundados de pornografia. A pornografia está em nossos computadores, em nossos smartphones e nossas TV a cabo ou satélite. É comum em nossos hotéis e até mesmo em muitos estabelecimentos comerciais e postos de gasolina. Para muitos homens — e cada vez mais, mulheres — é parte de suas vidas diárias.

Contudo, o ensino católico sobre o assunto é claro. O uso da pornografia é uma “ofensa grave”. O Catecismo da Igreja Católica declara: “A pornografia… é uma ofensa contra a castidade porque perverte o ato conjugal, a doação íntima dos cônjuges um para o outro. Provoca grave dano à dignidade de seus participantes (atores, vendedores, o público), pois cada um se torna um objeto de prazer vil e lucro ilícito para outros” (2354).

No livro A Vida de Cristo (Life of Christ), o arcebispo Fulton J. Sheen escreveu: “A pena para aqueles que vivem perto demais da carne é jamais entenderem o espiritual”. A pornografia explícita na internet oferece um oceano de perversão.

Leva a mente aonde jamais deveria ir, soltando suas amarras morais e deixando-a a deriva num traiçoeiro oceano de pecado. Esse é o destino trágico daqueles que se entregam à pornografia: Eles se acham só com suas imagens e um apetite insaciável por mais.

Embora seja assombroso para muitos, os usuários de pornografia acabam pondo a religião, o casamento, o trabalho e as amizades em segundo lugar depois de seu desejo por pornografia. Eles querem mudar, voltar à vida como era antes da pornografia, mas a maioria voltará e descerá muito mais. A Dra. Mary Anne Layden, diretora do Programa de Trauma Sexual e Psicopatologia do Centro de Terapia Cognitiva da Universidade da Pensilvânia, assemelha a pornografia ao crack.

Num depoimento juramentado no Senado dos EUA em novembro de 2004, ela comentou: “Esse material é potente, viciador e fica permanentemente implantado no cérebro”.Lamentavelmente, para o consumidor normal de pornografia, a confissão e contrição são geralmente insuficientes para se desprender da pornografia porque, como o vício das drogas, a pornografia não é só um mau hábito — é muitas vezes um vício.

Um desejo que não satisfaz
O vício da pornografia é agora comum entre adultos e é até mesmo um problema crescente para crianças e adolescentes. Poucos dos que são viciados conseguirão ajuda, e as consequências podem durar a vida inteira, de forma grave.

A força viciadora da pornografia é consequência de mudanças neuroplásticas de longa duração, às vezes permanentes, no cérebro. O psiquiatra Norman Doidge, autor do livro best-seller “O Cérebro que se Transforma” (The Brain That Changes Itself, Penguin, 2007), escreve: “A pornografia, ao oferecer um harém interminável de objetos sexuais, hiperativa o sistema apetitivo. Os que veem pornografia desenvolvem novos mapas em seus cérebros, com base nas fotos e vídeos que veem.

Pelo fato de que se não exercitarmos nosso cérebro, ele ficará fraco, quando desenvolvemos uma área de mapa, ansiamos mantê-la ativada. Exatamente como nossos músculos se tornam impacientes para exercício se ficamos o dia inteiro sentados, assim também nossos sentidos têm fome de ser estimulados” (108).

Com a pornografia, em outras palavras, o sistema de prazer de nosso cérebro que excita nossos desejos é ativado, mas não há real satisfação. Isso explica a razão por que usuários conseguem passar horas sem fim fazendo busca por pornografia na internet.Doidge comenta, além disso, que os que veem pornografia desenvolvem tolerâncias de modo que eles precisam de níveis cada vez mais elevados de estímulo. Por isso, eles muitas vezes avançam para pornografia mais explícita e pervertida.

Mais de uma década atrás, Margaret A. Healy, professora adjunta da Escola de Direito da Universidade Fordham, e Muireann O’Brian, ex-diretora da organização Acabe com a Pornografia, Prostituição e Tráfico de Crianças (APPTC), observaram uma ligação entre pornografia adulta e infantil. Desde aquele tempo, grande número de autoridades policiais, em atividade ou aposentadas, notou que muitos consumidores de pornografia adulta acabam avançando para a pornografia infantil, ainda que não sejam pedófilos e não tivessem nenhum interesse em tal material no início.

Essas descobertas explicam, em parte, a prevalência de pornografia infantil no mundo de hoje.Ver pornografia muda a atitude do usuário para com o sexo, seu cônjuge e a sociedade. Ele ou ela usa fantasias sexuais para se estimular sexualmente, tenta fazer com que os parceiros imitem as cenas pornográficas, tem mais probabilidade de se envolver em assédio sexual ou agressão sexual, e vê o sexo como um privilégio casual, não íntimo e recreativo. Laydon e outros psicólogos clínicos relataram que, ironicamente, a disfunção erétil é comumente associada ao constante uso da pornografia entre os homens.

Um dos motivos para isso é que a constante busca de imagens sexuais e masturbação que muitas vezes acompanha isso levam à insatisfação com o próprio cônjuge. Afinal, a esposa de um homem não consegue manter uma imagem que compita com as mulheres no mundo de fantasia dos vídeos e imagens pornográficos. O consumidor normal de pornografia se prepara para desapontamentos e desintegração quase certa de seu casamento.

O amor conjugal foi feito para ser uma entrega total de si para um parceiro permanente e fiel. É uma entrega confiante e abnegada. Em contraste, o sexo pornográfico é egoísta, degradante e mecânico. Em sua catequese sobre a teologia do corpo, o Papa João Paulo 2 frisou que existe uma “bondade moral” no casamento, que é a fidelidade. Essa bondade pode ser adequadamente alcançada apenas no relacionamento exclusivo de ambas as partes. Muitas pessoas não conseguem compreender essa bondade singular e se contentam com o excitamento temporário, pervertido e insatisfatório da pornografia.

Protegendo nossas crianças
Um pai tem o dever de proteger seus filhos da pornografia e uma obrigação sagrada de dar um exemplo de pureza para sua família. Que maior autoridade poderia um pai ter acerca dos danos da pornografia do que as palavras de Cristo? “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” (Mateus 5:28)

Se você se tornou consumidor de pornografia, faça a seguinte pergunta para você mesmo:Será que sou o mesmo homem que prometeu fidelidade à minha esposa no dia do meu casamento? Não dá para se manter fidelidade se há consumo de pornografia. As esposas de consumidores de pornografia se sentem como se seus maridos estivessem cometendo adultério. Adultérios mentais são tão destrutivos quanto os adultérios do coração.

Os advogados que trabalham com divórcio relatam que há uma elevada correspondência entre consumo de pornografia e divórcios. Determinado estudo de 2004 na revista Social Science Quarterly com o título de “Adult Social Bonds and Use of Internet Pornography” (Vínculos Sociais Adultos e Uso de Pornografia de Internet) revelou que as pessoas que têm um caso extraconjugal tinham uma probabilidade três vezes maior de ter acessado a pornografia de internet do que as pessoas que não tinham casos.

Além disso, aqueles que tiveram alguma experiência de sexo pago tinham uma propensão 3,7 maior de estar usando pornografia de internet do que aqueles que não tiveram.Se você tem um hábito de pornografia, seus filhos poderão seguir seu hábito.

Muitos viciados em pornografia relatam que sua primeira exposição à pornografia foi quando descobriram a coleção de pornografia de seus pais, a qual os iniciou numa vida de confusão e exploração sexual. Uma pesquisa de 2006 do Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas revelou que 79 por cento dos jovens sofrem exposição indesejada à pornografia dentro de casa.

Para uma criança, a pornografia normaliza os danos sexuais, de acordo com a Dra. Sharon Cooper, pediatra da Universidade da Carolina do Norte. “As pesquisas mostram que o córtex pré-frontal — onde reside a capacidade de avaliar, o bom senso, controle de impulsos e emoções — só fica completamente maduro quando o jovem tem 20-22 anos de idade”, explicou ela.

A introdução da pornografia no córtex pré-frontal do cérebro é, pois devastadora para as principais áreas do desenvolvimento de uma criança e pode provocar alterações que durarão a vida inteira. “Quando uma criança vê pornografia adulta… o cérebro dela a convencerá de que ela está realmente experimentando o que está vendo”, acrescentou Cooper. Em outras palavras, o que uma criança vê na pornografia é o que ela acredita que é a realidade.

Algumas crianças realmente procurarão imitar o que veem na pornografia e tentarão experiências com seus irmãos, parentes e amigos. Muitos estudos mostram que crianças expostas à pornografia iniciam a atividade sexual muito precocemente, têm mais parceiros sexuais e têm múltiplos parceiros num curto período de tempo. Um estudo de 2001 na revista Pediatrics também revelou que meninas adolescentes expostas a filmes pornográficos têm sexo mais frequentemente e têm um desejo forte de engravidar.

Há ajuda e esperança
Felizmente, há organizações, conselheiros e recursos que fornecem esperança para aqueles que sofrem dos efeitos destrutivos da pornografia em crianças, casamentos, relacionamentos e sociedade. Muitos que estão viciados — adultos e crianças igualmente — receberam ajuda por meio de aconselhamento ou instruções detalhadas online oferecidas por serviços de restauração.

Entretanto, é muito importante que cada pessoa e cada família faça uma checagem da realidade. Pergunte para você mesmo se você e sua família estão protegidos do flagelo da pornografia. Você exerce controle adequado do que seus filhos veem ou tem softwares de filtragem no computador de sua casa? O computador está numa área aberta de sua casa? Se você tem filhos, você já conversou com eles acerca do custo espiritual e social da pornografia?Você tem canais pagos de satélite ou a cabo em sua TV que oferecem pornografia em pacotes normais?

Se você está vendo pornografia ou material indecente, você está prejudicando sua própria alma e talvez a alma de seus filhos e seu cônjuge. O aviso bíblico é sério: “Se teu olho te faz pecar, arranca-o” (Marcos 9:47) No mínimo, certifique-se de que seu computador em casa e no escritório tenha filtros e que você tenha um “companheiro a quem prestar contas” — talvez sua esposa ou um bom amigo — que tenha acesso ao seu computador e aos sites que você visita. Em conclusão, envolva-se na guerra contra a pornografia. Vale a pena lutar por você, sua família e sua nação.

Patrick A. Trueman é o presidente de Morality in Media. Membro do Conselho São Francisco Xavier 6608 em Buffalo, Minnesota, Trueman serviu como diretor da Seção de Exploração e Obscenidade Infantil da Divisão Criminal do Ministério da Justiça dos EUA, durante os governos dos presidentes Ronald Reagan and George H.W. Bush.

Há numerosos recursos para ajudar homens e mulheres com vício pornográfico. Eis apenas alguns em inglês:
* How to Deal with Your Sexual Addiction
* Porn Addiction – Identification and Help.
* Catholic Porn Help for Those Struggling with Pornography &Resources for Men Desiring to Maintain Their Purity

Dá para se encontrar muitos outros pesquisando a internet.

Tradução: Julio Severo
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/the-pornographic-plague

Copyright © LifeSiteNews.com.

Fonte: http://zip.net/bhqSMp

Qual é a cura para a Pornografia?


Libertando-se da pornografia


domingo, 1 de março de 2015

Pornografia

Por:Carlos Ramalhete

Talvez a geração nascida nos anos 60 tenha sido a última a chegar à idade adulta antes que a pornografia se tornasse ubíqua. Hoje cada tela – de computador, de celular, de televisão – é potencialmente uma janela aberta para uma visão da sexualidade em que o de menos importa é a pessoa. O trabalho evitar a pornografia hoje é maio que o empenho de encontrá-la há algumas décadas.

O perigo maior desta situação é que a exposição constante à pornografia tende a reduzir a percepção do sexo ao que nele, na verdade, vale menos. Sexo, afinal, não é apenas encaixe e fricção. Sexo é e deve sempre ser prazeroso, mas buscar nele apenas o prazer físico é fazer do outro um mero objeto de onanismo, é negar ao sexo ser um mistério de união entre pessoas que se amam.

O próximo passo está sendo dado: programas para telefone celular que superpõem imagens pornográficas à própria realidade circundante estão começando a aparecer. Em breve será comum, num ônibus lotado, poder apontar o telefone na direção de uma pessoa e vê-la nua, quiçá carregando um chicotinho ou outro acessório fetichista a fazer dela uma coisa, não uma pessoa.A vítima preferencial desta coisificação causada pela pornografia é a mulher, por uma razão simples: a sexualidade masculina, mais facilmente despertada por meios visuais, é a presa maior da pornografia. 

A pornografia é a caricatura da sexualidade do homem, um exagero do que é natural, um paroxismo do que é peculiar a este sexo. Há sempre no homem uma tendência a coisificar o objeto de seus desejos, que se não for combatida fará com que ele perca o respeito que lhe é devido; é esta a semente do estuprador, do abusador.Há também, é claro, uma minoria de homens que fazem de outros homens, não de mulheres, os objetos desta coisificação. Mas é uma minoria. São as mulheres, como um todo, e as moças, em especial, que mais têm a perder com este processo.

Os rapazes, mais acostumados com o bizarro comportamento das atrizes pornográficas que com a infinita complexidade da sexualidade feminina real, tendem cada vez mais a esperar que as moças se comportem como aquelas. A intimidade, a cumplicidade e o romance femininos se veem correspondidos por expectativas de fricção gemente, de encaixes acrobáticos de coisa com coisa. 

Nega-se, assim, a plenitude da sexualidade humana ao substituir o mistério da intimidade que gera a vida – à qual o homem sempre foi conduzido pelas mãos da mulher – por uma triste paródia de acoplamento mecânico; sem amor, sem pudor, sem cumplicidade.


Fonte: http://zip.net/bjqSt2


Como se livrar do vício da pornografia?