domingo, 29 de novembro de 2015

Esta ex-atriz de filmes pornográficos está desmascarando os segredos da pornografia: e você se sentirá muito, muito desconfortável

“Se a pornografia é tão ruim quanto você diz, por que ainda há pessoas que trabalham na indústria da pornografia?”

Essa é uma resposta comum a pessoas que combatem a pornografia e que argumentam que ela é sexualmente violenta, a celebração visual do estupro e uma perversa glorificação da degradação das mulheres e garotas.

Naturalmente, há muitas respostas para essa pergunta: algumas mulheres estão desesperadas por dinheiro; muitas, senão a maioria, foram abusadas sexualmente; outras ainda foram ludibriadas para pensar que a pornografia é um negócio glamoroso e sexy (o sucesso da Playboy e a crescente transição de estrelas da pornografia para outras indústrias de entretenimento certamente contribuíram para isso).

Mas a fim de descobrir em primeira mão o que as mulheres experimentam na indústria da pornografia, decidi contatar alguém que esteve lá: Shelley Lubben.

Shelley Lubben foi uma estrela da pornografia na década de 1990, tendo entrado muito jovem na indústria como prostituta. As “indústrias da exploração sexual” (modo como a Dra. Mary Anne Layden se refere a diversos aspectos da indústria do sexo) rapidamente começaram a reivindicar seus direitos.

“O trabalho na indústria do sexo é um círculo vicioso, porque você faz strip-tease, dança e fica exausta com a prostituição”, Lubben me disse. “Depois da prostituição eu fiquei esgotada e mentiram para mim dizendo que eu ficaria protegida das DSTs e que eu faria muito dinheiro. Eu era mãe solteira, então, bem, eu podia fazer sexo diante de uma câmera. Mas foi completa e absolutamente a pior e mais sombria coisa na qual eu já me envolvi”.

Inicialmente, Lubben supôs que, ao contrário da prostituição, na qual muitos dos homens não querem usar preservativos, a indústria pornográfica ao menos a protegeria das DSTs. Não a protegeu – e é por essa razão, como diz Lubben, que a indústria pornográfica inteira está cheia delas.

“Não usávamos preservativos nos filmes pornográficos”, ela disse com franqueza. “Os preservativos não são permitidos, então somos forçadas a fazer sexo desprotegido – e não sei lhe dizer quantas pessoas alteram seus exames. Somente no ano passado, houve 4 casos de HIV, um número alto para um grupo muito pequeno de pessoas… sabemos que a maioria dos atores de filmes pornográficos já tiveram alguma DST em algum momento, estima-se que entre 66% e 99% tenham herpes. Eles não fazem exame para detectar herpes; portanto, todas essas pessoas estão envolvidas de modo desmedido com DSTs”.

“Até o Departamento de Saúde Pública de Los Angeles mostra que eles têm monitorado e que encontraram milhares e milhares de casos de clamídia e gonorreia. Na Califórnia, eles são o grupo com a maior quantidade de DSTs. Portanto, quando as pessoas acessam sites pornográficos, estão contribuindo para o tráfico sexual, estão contribuindo com DSTs, estão contribuindo com pessoas que são as mais viciadas em álcool e drogas. Estou falando da maioria. Nem todo ator de filme pornográfico é viciado em drogas, mas a maioria é. E não sei lhe dizer, quando passei pela reabilitação, tive transtorno de estresse pós-traumático. Tive todo tipo de desordem, traumas sérios”.

Essa é uma história que já li várias vezes em minha pesquisa sobre a indústria da pornografia, então tive de perguntar: por que ela se envolveu desde o início com as indústrias de exploração do sexo?

“Bem, eu fui abusada sexualmente aos nove anos de idade por um adolescente e sua irmã”, respondeu Shelley Lubben. “Portanto, eu experimentei uma atividade heterossexual e homossexual muito chocante quando era muito jovem, e ao mesmo tempo fui criada pela televisão – eu podia assistir a filmes proibidos para menores de idade, filmes de horror, filmes com conteúdo sexual, então aprendi sobre amor e sexo por meio do abuso e basicamente por meio da negligência dos meus pais, porque eles permitiam que assistíssemos a essas coisas”.

“Então, à medida que ficava mais velha, comecei a me rebelar porque meu pai não estava muito presente em minha vida, e eu comecei a procurar por sexo com garotos porque eles diziam que me amavam. Portanto, foi esse ciclo que eu senti em minha mente: eu era amada se fizesse sexo com uma pessoa. Meu pai me expulsou de casa por eu ter me tornado rebelde, e acabei indo para San Fernando, LA, que é o Vale da Pornografia, e um cafetão me seduziu, eu era muito ingênua. Não, eu era rebelde, e não ingênua. Ele me seduziu por 35 dólares, e então ele… você sabe, tive de escapar dele fisicamente, porque ele tornou-se muito abusivo, e então uma senhora me encontrou e a coisa se tornou uma espiral”.

Uma vez inserida [no esquema], Lubben sentiu-se presa em um ciclo de degradação e destruição.

“Eu odiava a prostituição, sentia-me culpada, então eu fazia strip-tease para sobreviver”, disse ela. “Eu não tinha educação – a maioria dessas meninas que entram para o mundo da pornografia não têm educação, talvez haja algumas poucas que afirmam ter um diploma, embora eu ainda precise ver alguma – mas muitas das garotas não são de famílias saudáveis, nas quais possuem uma autoestima sadia. Eu nunca conheci atrizes de filmes pornográficos que são de famílias realmente saudáveis. Isso não quer dizer que elas não existem, mas talvez elas existem na mente dessas meninas porque naturalmente distintas garotas dirão que são fortalecidas com seu trabalho sexual, porque você adere àquilo que não pode vencer. Você não quer que as pessoas pensem que você é fraca quando está na indústria da pornografia; você quer agir como se amasse aquilo e como se amasse coisas difíceis, ser abusada e chamada por nomes degradantes. É um tudo um monte de mentiras. As pessoas atuam em filmes pornográficos porque precisam do dinheiro, e a maioria delas não tem outras opções ou educação”.

A indústria da pornografia é sombria, má e incrivelmente violenta – e tem sido assim por um longo tempo. Eu li para Lubben uma parte da pesquisa do Dr. Gail Dines sobre como a pornografia está se tornando mais violenta, e então lhe perguntei se aquilo refletia a experiência dela.

“Absolutamente”, ela respondeu. “Havia violência mesmo na minha época, mas eu me envolvi com pornografia pesada apenas porque ainda nutria muito ódio pelos meus pais. Mas, sim, na minha época eu jamais teria deixado alguém machucar minha boca, ou colocar algum aparelho estranho nela, ou fazer algo que causasse um prolapso retal, eu não teria feito isso. Eu teria abandonado tudo. Hoje, as meninas acabam fazendo essas coisas, ‘porque isso é o que vende’. Então, é muito triste ver que isso é muito da nossa sociedade, mas como você sabe, todos estão tão dessenbilizados em relação ao sexo convencional hoje. Querem fazer um sexo mais pesado, grosseiro e obscuro… eu não consigo imaginar como nossa sociedade será em 20 anos. Eu não consigo, eu não penso… Terei de mudar para as montanhas ou algo parecido, porque duvido que qualquer garota normal poderá caminhar na rua”.

Em alguns aspectos, é chocante ver como a indústria da pornografia é tão dominante e popular, considerando que ao mesmo tempo tem havido muitas vozes denunciando o tráfico sexual. Eu perguntei a Lubben: a indústria da pornografia não alimenta o tráfico sexual?

“Muitas pessoas acham que a pornografia alimenta o tráfico sexual, e ela de fato alimenta”, disse Lubben firmemente. “Mas ela faz isso porque ela é tráfico sexual. Ela é chamada de negócio cruel porque é tráfico [sexual]; nós todas fomos coagidas a fazer cenas que não queríamos fazer. Fomos até clínicas ou médicos desonestos para os quais nos enviaram. Na verdade, suas clínicas – a principal clínica para atores pornográficos fechou há dois anos, porque muitas de nós estávamos contra ela. Havia uma ex-atriz de filmes pornográficos que tinha um PhD em sexologia, e ela vestia um jaleco branco e dizia às mulheres: ‘me chame de Dra. Sharon Mitchell’. Assim, todas as mulheres pensavam que ela era médica, e elas a procuravam para pedir aconselhamento médico, para receber tratamento contra DSTs e para fazer exames. Esse é apenas um modo de serem desonestos”.

“Outro modo de desonestidade são as falsas promessas: ‘Se você fizer esta cena, eu prometo que você receberá esse dinheiro, ou você aparecerá na capa do filme, ou você não precisará fazer esse tipo de cena mais’. Tudo isso é mentira. Portanto, você tem de ser forte para estar nesse negócio”.

“Como você sabe, a maior parte desses filmes são feitos em locações privadas, em mansões privadas, ou em quartos de hotel aos quais o governo não tem acesso. Então, são duas jovens de 18, 19 ou 20 anos de idade em cenário majoritariamente masculino. O produtor é homem, a equipe é composta por homens… então, é claro que ficamos intimidadas para fazer cenas que não queremos fazer. Não sei lhe dizer quantas vezes eu apareci [para gravar] e eles disseram: ‘você precisa fazer esta cena’, e eu disse: ‘não, não foi isso que o meu agente disse’, ou ‘não foi isso que me mandaram fazer’, e eles dizem: ‘bem, você terá de fazer isso ou não lhe pagaremos, vamos processar você’. E hoje, com a Internet, eles dizem às garotas: ‘se você não fizer esta cena, enviaremos o seu vídeo pornográfico aos seus familiares, arruinaremos a sua reputação, você jamais trabalhará outra vez, vamos tirar dinheiro de você, vamos machucar você’, ou ameaçam processar as mulheres. Isso é tráfico sexual. Todo ator de filmes pornográficos já foi vítima de tráfico [sexual] pelo menos uma vez.

Foi por isso que Shelley, depois de oito anos, finalmente abandonou a indústria da pornografia depois de conhecer um pastor, com quem se casou mais tarde, e que tem permanecido ao seu lado durante dez longos e dolorosos anos de recuperação. Em 2007, ela criou a Fundação Cruz Rosa, que trabalha para tirar da indústria atores e atrizes de filmes pornográficos, oferecendo-lhes esperança e cura, e alertando jovens enamorados pela indústria a respeito da escuridão e da dor que os espera.

Antes de desligar o telefone, fiz uma última pergunta a Shelley Lubben: “Se você pudesse dizer algo a alguém que assiste a pornografia, o que você diria?”

Ela não titubeou: “Você está contribuindo com a sua própria morte”, ela respondeu. “E com a morte da sua família e da sua esposa”. Não dá para falar em quantos viciados em pornografia já perderam suas famílias e trabalhos. É realmente triste. E essas pessoas estão contribuindo para que crianças sejam abusadas. Para ter um motivo melhor pelo qual não acessar pornografia, pense na pornografia infantil. Basta pensar que neste exato momento, enquanto falo com você, há crianças pequenas que estão sendo drogadas e estupradas. Como alguém poderia acessar material pornográfico sabendo disso?”

E na verdade, depois de escutarem a história de Shelley, muitas e muitas pessoas chegaram exatamente a esta conclusão: a pornografia é uma força destrutiva. A pornografia tem arruinado muitas vidas. Pelo bem das nossas famílias, da nossa sociedade e pelo nosso bem – é a hora de contabilizar o custo e eliminar a pornografia definitivamente.

Fonte: http://goo.gl/BY29mS

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Pornografia não corrompe,ela é a própria corrupção

Roger Scruton

ALGUNS de nós ainda nos lembramos com nostalgia do início dos anos 60, quando as pessoas ainda tinham noção da diferença entre pornografia e arte erótica, e quando livros e filmes eróticos só passavam pela censura se alguém pudesse provar seu valor artístico. Tudo mudou muito rapidamente, de acordo com o poeta Philip Larkin:

"O intercurso sexual começou
em mil novecentos e sessenta e três.
Entre o fim do banimento de Chatterley
E o primeiro LP dos Beatles."

Mas ainda, mesmo que hábitos permissivos tenham se espalhado rapidamente pela sociedade, quebrando tabus e uniões conjugais, as pessoas ainda tinham sensibilidade para distinguir entre arte e pornografia, e não havia objeções às leis que proibiam imagens de sexo explícito.

Como muitas distinções intuitivamente óbvias, a diferença que existe entre o erótico e a pornografia não é fácil de explicar. Se diz que a pornografia é obscena, enquanto a arte erótica é meramente sugestiva. Mas o que é obscenidade ? O teste mais antigo definido pelo Ato de Publicações Obscenas de 1959 e 1964 (EUA) diz que alguma obra é obscena se tende a depravar e corromper aqueles que a virem.

Mas esse teste é questionável, já que procura a obscenidade apenas nos efeitos de uma obra e não na obra em si. Mais do que isso, os júris não são nada competentes para prever os efeitos de se assistir um filme ou ler uma novela, e são facilimente convencidos por aqueles que apresentam a pornografia como uma "válvula de escape" saudável para sentimentos que poderiam explodir de maneiras mais perigosas.

O fato é que o desejo de assistir cenas explícitas de cobiça carnal é em si depravado. Não é que os filmes explícitos tenham tendência de corromper: eles são a própria corrupção. Na esfera sexual, essa corrupção consiste na exibição do apetite sexual separado dos relacionamentos que o redimem.

Justificar vídeos pornográficos alegando que eles não tornam as pessoas piores é como justificar o combate entre gladiadores alegando que ele não transforma as pessoas em assassinos. O que estava errado no circo romano é precisamente que ele incentivava as pessoas a assistí-lo. O mesmo acontece com a pornografia.

Um trabalho de arte erótica como o 'Maja Desnuda' de Goya não é obsceno. O modelo de Goya não é exibido como um corpo feminino oferecendo seus favores em um estado de desejo impessoal. Ela é mostrada como uma pessoa, que poderia oferecer seus favores, mas que deve ser abordada com o devido respeito. Imaginar seus abraços é também imaginar seu amor. Não há nada indecente ou doentio nisso, nada demais do que imaginar o amor entre Romeu e Julieta.

O propósito da arte erótica não é aumentar o desejo impessoal, mas nos levar a simpatizar com uma paixão sexual que é direcionada de uma pessoa para a outra, e que é redimida pelo relacionamento que existe entre elas. Claro que se você pensar que nos relacionamentos sexuais nada existe além do prazer, e que tudo que acontece entre dois adultos é moralmente aceitável, então não vai enxergar nada de errado com a pornografia.

E se você pensa dessa maneira, vai ficar difícil entender o valor enorme que as pessoas dão ao amor sexual, o papel central que ele desempenha em nossas vidas, ou o medo e alarme com que se vê sua profanação. Vai deixar de entender os tormentos do ciúme, a alegria do amor retribuído, ou os sacrifícios feitos por pura fidelidade.

Vai ficar difícil explicar o porquê do estupro ser um crime mais sério do que o roubo, o porquê da pedofilia ser perversa, o porquê do assédio sexual ser mais do que um incômodo e o porquê da prostituição ser degradante. Não vai ver o fato crucial do sexo: que ele não é apenas uma função animal mas uma escolha existencial, que envolve liberdade, personalidade e ideais morais para aquele que o pratica.

Nós gostaríamos que as crianças fossem protegidas da obscenidade e da cobiça dos adultos porque acreditamos que elas não estão prontas para o sexo - mesmo quando já são capazes de praticá-lo. Esse conceito de "estar pronto" demonstra que nós não aceitamos a visão que a indústria da pornografia quer nos impingir, de que o sexo não é algo mais sério do que fazer cócegas.

Ao contrário, nós sabemos que o sexo é a coisa mais séria que fazemos, uma coisa que pesa muito nas emoções. O sexo prematuro é um sexo imaturo; e sexo imaturo é o que a pornografia oferece - sexo sem o comedimento do amor adulto. E uma vez que as pessoas contraem o hábito do sexo imaturo, elas ficam imaturas. Nessas pessoas, a capacidade de amar é sacrificada, e com ela, a esperança de um consolo duradouro e verdadeiro.

Quando o sexo é desmoralizado - como é feito na pornografia - ele cessa de ser uma força interpessoal em volta da qual nossas vidas se congregam. As pessoas que experimentam o sexo dessa maneira, portanto, ficam à deriva, de um relacionamento para o outro, ao mesmo tempo que continuam intimamente solitárias.

E você só pode fazer isso, é claro, apenas se for sexualmente atraente. Para a maioria dos viciados em pornografia, as cenas que ela exibe são substitutos das aventuras sexuais, e causa neles uma fantasia masturbatória, sendo que a fonte mais importante de sentimento generoso é voltada para o próprio indivíduo e se atrofia.

Nós não devemos fingir que a liberação sexual dos anos 60 não aconteceu. No entanto, há uma linha divisória entre tolerância e indecência, e que deve ser traçada claramente e defendida legalmente. Nos EUA, a pornografia é protegida por lei, como uma liberdade constitucional. O resultado é que temos uma cultura na qual a licença e o litígio sexual florecem lado a lado.

Mulheres suspeitam cada vez mais dos homens e ficam dispostas a processá-los em juízo ao menor vislumbre de abuso e assédio. Quando os homens começam a ver o sexo do jeito que a pornografia encoraja, as mulheres ficam sem sua arma mais importante: elas não podem mais se caracterizar como um ser precioso, já que sua sexualidade foi roubada e exibida na tela e no papel, como uma mercadoria impessoal.

Essa redução da sexualidade para um produto de consumo coloca em risco muitas das coisas que dão a uma mulher a confiança em seus sentimentos sexuais: amor, compromisso, casamento e um pai responsável para seus filhos. A fúria do feminismo norte-americano transparece um consciência de que a sexualidade feminina foi subtraída de seu objetivo natural e realização social.

O resultado disso, como qualquer um que passou por uma universidade sabe, foi o colapso de confiança entre os sexos. Jovens são ensinadas que o sexo não é diferente do chocolate ou da maconha: uma forma de lazer rápido que é aceitável se o seu metabolismo agüentar.

Ao mesmo tempo, elas aprendem que os homens são todos "estupradores", e que ele não têm disposição de receber a mulher como um ser querido, já que podem obter seus favores à força ou por enganação. O ódio resultante aos homens é também um medo deles - mais que tudo, um medo de da atitude de desmerecimento da sexualidade feminina, que transforma qualquer mulher em uma espécie de máquina hidráulica e que assume um "direito" de posse sem o dever de tratar carinhosamente.

E certamente não é por acaso que o aumento da pornografia coincide com o alarme da população contra a pedofilia. Ambas são ataques à inocência. Ambas causam a demolição do processo pelo qual o sentimento sexual se acumula até ser liberado como amor.

Ambas substituem o desejo erótico - o desejo pelo outro como um indivíduo - e põe em troca uma "cócegas" generalizada. A pornografia e a pedofilia são formas de desmoralização do ato sexual. De fato, a pornografia é a maneira mais efetiva de recrutar crianças para o mundo da cobiça, e é parte do repertório padrão dos pedófilos.

Ao mesmo tempo, a tirania da visão liberal do mundo é tamanha, que as pessoas ficam relutantes em dizer que a pornografia é danosa aos adultos da mesma maneira a pedofilia é danosa às crianças. Tendo chegado tão longe no caminho da tolerância, as pessoas pensam: como resistir ao próximo estágio?

O que as pessoas devem reconhecer, contudo, é que a pornografia é em si um problema. Deveríamos deplorar que as pessoas sejam encorajadas a assistir sexo como um mero espectador de esportes, sem nenhum envolvimento para os participantes.

Fonte: http://zip.net/brrYsG


terça-feira, 9 de junho de 2015

Jovem conta como vício em pornografia afetou vida sexual: "Mulheres normais não me excitavam"

© Copyright British Broadcasting Corporation 2015
Daniel Simmons está há um ano e meio sem assistir pornografia

Daniel Simmons, de 23 anos, é um viciado em pornografia atualmente em recuperação.

Mas, antes de procurar ajuda profissional para o problema, ele conta que não conseguia se concentrar nas tarefas do dia, não conseguia se relacionar sexualmente com mulheres "de verdade" e, mesmo assim, não conseguia parar.

"Eu tinha 15 anos quando comecei a assistir pornografia, após meus pais me comprarem um laptop. Fiz o que praticamente todo adolescente faz e procurei sites de pornografia", diz Simmons à BBC.

O problema, conta, é que o hábito rapidamente se tornou diário e o fez perder o controle de sua vida.

AVISO: ALGUNS TEMAS DISCUTIDOS NESTA MATÉRIA NÃO SÃO RECOMENDADOS PARA LEITURA INFANTIL

"Eu assistia pornografia duas horas por dia. Perdi minha capacidade de concentração. Não conseguia focar minha atenção em atividades normais, cotidianas. Não fazia ideia de que na verdade tinha um problema com pornografia. Eu negava o problema, mas fui viciado durante seis anos."

Sua percepção sobre isso começou a mudar quando Simmons descobriu um site para viciados em pornografia e percebeu que "não estava mais sozinho".

"Passei cem dias em abstinência de álcool e de masturbação. As primeiras duas semanas foram horríveis, com mudanças repentinas de humor. Foi muito duro. Passei noites sem dormir e às vezes acordava suando frio. Às vezes, sem motivo, eu começava a tremer. Meu corpo inteiro tremia e eu não sabia por quê", recorda.

"Sentia uma ansiedade profunda durante interações sociais e, em outros dias, me sentia no topo do mundo e conseguia fazer qualquer coisa que quisesse."

Em meio a algumas recaídas "não muito ruins", Simmons conta que está conseguindo voltar à rotina, mas só depois de ter sua vida sexual bastante afetada.

"Quando estou com alguma mulher, sinto que não fico tão excitado", diz.

"Eu não conseguia ter ereções com mulheres de verdade porque eu tinha assistido tanta pornografia. Não era mais excitante estar com uma mulher de verdade. Me sentia mal, não sabia o que havia de errado comigo. Sexualmente, não conseguia sentir nada por ninguém. Não tinha libido, minha libido parecia falsa. Eu tinha libido por pornografia, mas não por seres humanos reais."

Recuperação

Simmons diz que não assiste pornografia há um ano e meio, ajudado por sessões diárias de meditação.

"Eu sei que tem um monte de rapazes e garotas por aí que estão sofrendo com esse problema", diz. "Com certeza muitos por aí têm um problema mas estão se escondendo, e falar sobre isso é algo que eu quero fazer porque acho necessário."

Segundo Robert Hudson, terapeuta que trata pessoas viciadas em sexo, "usar pornografia não é o problema".

"É parecido com beber. A maioria das pessoas consegue tomar um drinque em segurança. (A pornografia) começa a ter consequências sérias quando começa a tomar conta da sua vida", diz o especialista. "Ela se torna um problema quando você começa a cancelar atividades familiares ou encontros com amigos porque você quer ir para casa assistir pornografia."

Hudson diz que há alguns passos para ajudar pessoas que se identificam como viciadas em pornografia.

"A primeira coisa é pedir a elas que parem de se masturbar durante 90 dias. Isso permite que o seu sistema se desacelere e pare de procurar pornografia."

"Você não está curado, mas o que isso faz é ajudá-lo a perceber que não está usando a pornografia porque tem uma ereção ou está excitado - você provavelmente usa pornografia porque está entediado, estressado ou solitário".

Fonte: http://goo.gl/s1VeNZ


sábado, 7 de março de 2015

O mal da pornografia e da masturbação


O consumo da pornografia e a consequente prática da masturbação vêm produzindo danos terríveis aos indivíduos e à sociedade moderna. Neste curso, as estudaremos em seus aspectos científicos, psicológicos e, sobretudo, espirituais, lançando luzes sobre o tema e apontando um caminho seguro para auxiliar aqueles que assim desejarem, a libertarem-se dessa escravidão e alcançarem a verdadeira liberdade.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ex-atriz pornô americana,nascida no Brasil,atua contra a pornografia nos Estados Unidos


Jessica Mendes entrou na indústria pornô aos 18 anos e adotou o nome pornô de Jessie Rogers.

Ela abandonou um ano e meio depois,apôs muitos abusos e experiências danosas,incluindo sofrimento por uma lesão grave e contraiu herpes.Jessica,em seguida,disse que era momento de sair,e testemunhou a favor do uso obrigatório de preservativos na pornografia.

Jessica ajuda a educar o público sobre os danos da pornografia através de seu trabalho como voluntária para Antiporpornography.org,pelos vídeos do youtube e suas histórias escritas,e em entrevistas e discursos(Role para baixo para ver todos estes exemplos,disponível nesta página).

Jessica também está reconstruindo sua vida e saúde,ela é atualmente uma honesta estudante universitária que estuda nutrição,e está pensando em ir para a escola médica quando se graduar.

Entretanto,Jessica em breve estará recebendo seu certificado de personal trainer,para que ela possa ganhar renda e ajudar os outros a entrar em forma.Jessica também é uma orgulhosa defensora da causa do veganismo e ama seu cão Brownie,além de promover um estilo de vida positivo e saudável.


O Vício da Pornografia

Por Karen Mortean

A tendência materialista e hedonista que tem violentamente invadido a mente humana nas últimas décadas também tem feito seus assaltos aos lares das famílias pela porta de frente. É o que nos revela um estudo recente conduzido pela empresa Symantec Corporation, no qual sexo e pornografia são mostrados como tópi­cos principais entre os 10 assuntos que crianças mais pesquisam na internet. Assustador por um lado, redundante por outro, já que não nos é novidade o frequente uso do apelo sexual em quase todos os meios de comunicação atualmente.

O apelo erótico que outrora era apenas sutilmente sugerido em novelas adultas, hoje já está abertamente exposto em canais ado­lescentes, pois, qualquer paixão é sempre conduzida para um fim de intimidade sexual. O mesmo ocorre na cultura musical pop, onde seus versos mais comuns tratam de histórias calorosas e seus refrãos de desfechos sexuais mais incríveis ainda. Nos periódicos femininos, da pré-adolescência à idade adulta, o assunto exclu­sivo são os detalhamentos pitorescos das mais incríveis histórias de traição, sexo, quando não, orgias e mesmo sadomasoquismo e outras bizarrices.

O fácil acesso a tais meios de comunicação associado à qua­se inexistência de uma formação de virtudes e critérios baseada na liberdade responsável aos nossos filhos, somado à mentalida­de relativista vigente, permitiu um afrouxamento moral capaz de nos fazer aceitar o inaceitável. Passamos a crer que a classificação erótico/pornográfico depende unicamente de um valor de juízo so­cial meramente consensual e subjetivo e não baseado na busca da excelência humana: “tais juízos mudam e se ajustam aos con­textos, criando fronteiras dinâmicas, históricas, precárias e mutantes. A pornografia é em si, um fenômeno social e, como tal, permanece em constante transformação.” (Benitez, 2009)

Esta dinâmica de ajuste contextual gerou um abismo entre o que era a pornografia de 100 anos atrás e o que ela se tornou atualmente. É evidente que a obscenidade não é manifestação exclusiva de nossos tempos, sendo observada e catalogada desde o início da história da humanidade - para os católicos, consequência de um mundo decaí­do pelo pecado. Cenas sexuais foram encontradas em desenhos rupestres, em manifestações religiosas panteístas e, milênios depois, em casas de prostituição. Em 1896, o primeiro vídeo considerado pornográfico chamado “The May Irwin Kiss” mostra o que seria um hoje um discreto beijo de May Irwin e John Rice.

Foi somente a partir de 1960, com a revolução sexual, que os porn-movies passam a conter cenas mais explícitas e audaciosas de sexo, e em 1980, nos Estados Unidos, é que os cinemas passam a ter salas especiais somente com a finalidade pornográfica. Com o advento da internet, transformando toda casa com computador numa sala de cinema pornográfica em potencial, a indústria só tem feito cifras sobre cifras em faturamento. Foi como descobrir uma mina de ouro pouco explorada: o efeito entorpecedor da pornogra­fia rendeu a construção de um império sem precedentes: “a porno­grafia se tornou um produto comercial fabricado para ser vendido e organizado segundo fórmulas e parâmetros comerciais, respon­dendo às demandas dos consumidores e visando a maximização do rendimento em prol de vendas maciças.” (Benitez,2009).

Os dois embaixadores da exploração sexual (ou do mais acei­tável nome de mercado adulto) mundialmente conhecidos são Lar­ry Flynt, criador da revista Penthouse, e Hugh Hefner, criador da revista Playboy. O legado desses empresários da pornografia foi a introdução da mentalidade capitalista de fomento e consumo do sexo, que geraram uma nova - se assim podemos chamar - cadeia produtiva com números que nenhuma outra indústria deixaria de almejar:

- Entre 1991 a 1997, o número de novos filmes de sexo explí­cito lançados apresentou um au­mento de 500%.
- Em 1997, a News & World Report afirmou que o entreteni­mento adulto estava avaliado em quase US$8 bilhões;
- Em 2000, 60% dos sites visitados na Internet eram de natu­reza sexual;
- Em 2001, o jornal New York Times citava uma estimativa para o negócio pornô na casa dos US$ 10 bilhões (incluindo web­sites, assinaturas de TV a cabo e filmes pay-per-view, filmes pagos em serviço de hotelaria, sexo por telefone, brinquedos sexuais e revistas pornográficas), dados fornecidos pela Forrester Research;
- Em 2001, foram produzidos 11.000 vídeos pornográficos contra 400 filmes lançados por Hollywood, e 70.000 websites por­nográficos (New York Times, 20 de Maio de 2001, “Naked Capi­talists”);
- Em 2002, foram criados 100.000 sites adultos nos EUA e cerca de 400.000 no restante do mundo;
- Em 2004, havia cerca de 420 milhões de websites pornográ­ficos no mundo;
- Em 2006, a estimativa de rendimento da indústria pornográ­fica era de US$ 13,3 bilhões apenas nos EUA;
- Em 2006, a China entra no topo da lista no rendimento do mercado pornográfico seguida pela Coréia do Sul: US$ 27 bilhões e US$ 25 bilhões respectivamente.

Ao longo da história da pornografia é observado que o aumento do seu consumo é proporcional ao desenvolvimento tecnológico, a partir da revolução industrial com a velocidade das impressões, o que era necessário meses para imprimir, passou a ser realizado em horas, minutos. Porém, se antes era necessário sair de casa, ir até a única livraria da cidade, para comprar uma única revista com conteúdo pornográfico, agora em 0,24 segundos estão disponíveis 174 milhões de imagens, digitando apenas a palavra porn. Se o acesso é fácil a curiosidade também, dados fornecidos pela em­presa Topten Reviews diz: “a cada segundo 28.258 usuários de internet estão a ver pornografia”

O problema é que a pornografia oferece recompensas para o cérebro, sua atuação é idêntica a outros provocadores viciosos como jogos de azar e cocaína. Seu mecanismo de ação se dá atra­vés de um impulso de dopamina. A dopamina é um neurotransmis­sor e um neurorregulador, sua função é proporcionar sensação de prazer, energia, disposição, motivação, controle e regulação dos movimentos, está presente na expressão dos estados afetivos, no raciocínio e na concentração. Ao acessar o conteúdo pornográfico, no cérebro é gerado um impulso de dopamina de curta duração, num período de uma ou duas horas a pessoa experimenta elevação do humor, alegria e sensação de bem estar, a este evento dá-se o nome de Sistema de Recompensa Cerebral. A curiosidade pela cena sexual, a impulsividade e a recompensa cerebral, geram um potencial viciador, como o uso gera gratificação, a pessoa sente vontade de passar por essa situação prazerosa novamente, tornan­do-se um ciclo vicioso.

 O estímulo pornográfico gera impulso de dopamina, a dopamina produz sensação de bem estar, cessando o impulso da dopamina, sensação de ansiedade enquanto espera a próxima reposição, podendo levar a compulsão.Da mesma maneira que o jogador e o usuário de cocaína pre­cisam, ao longo do tempo, aumentar a quantidade de apostas e droga (ou até trocar de droga), para conseguir o mesmo efeito de liberação de dopamina, o usuário da pornografia tende a necessitar cada vez mais de imagens sexuais menos ordinárias (aceitando in­clusive a pedofilia), para promover o mesmo efeito anterior.

Vários sintomas são observados no viciado em pornografia dentre eles:
- Diminuição da produtividade no trabalho, nos estudos.
- O usuário não consegue deixar de visitar pornografia no tra­balho;
- Passam muitas horas por dia acessando conteúdo pornográfi­co e/ou em chats de cybersexo;
- Comportamento sexual promíscuo;
- Exibicionismo
- Compulsão masturbatória
- Troca de sexo real por virtual;
- Cadastra-se em sites pornográficos pagos, gerando gastos in­controláveis.

Como a droga, a decisão inicial de acessar a pornografia é vo­luntária, mas seu uso crônico pode precipitar mudanças cerebrais que comprometem os sistemas de recompensa, motivação e mes­mo o livre-arbítrio. Como acontece com qualquer vício é muito difícil por razões neuroquímicas, para um viciado parar de fazer as coisas, não se trata somente de nulidade moral, e sim de desespero e ansiedade para conseguir obter a próxima dose de dopamina.

Num mundo gravemente viciado, compreender o potencial po­derosamente viciador do uso da pornografia e a sua indústria se faz necessário, o erotismo e a pornografia estão dispostos 24 horas por dia no conforto dos lares. Ferindo as famílias, usando as pessoas, maltratando quem vê e quem faz. Na segunda parte do texto, na próxima edição, será tratada a questão moral, os danos no matri­mônio e os meios para evitar.


Referências Bibliográficas
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1981/documents/hf_jp-ii_aud_19810429_po.html
www.familysafemedia.com/pornography
www.discernement.com/fichs/10141.pdf
http://internet-filter-review.toptenreviews.com/internet-porno­graphy-statistics.html)
http://pt.scribd.com/doc/35411982/BASTIDORES-E-CENA­RIOS-DO-PORNO-BRASILEIRO
HUNT, Lynn. 1999. A Invenção da pornografia. São Paulo: Editora Hedra.
DIAZ, Benítez, María Elvira .Nas redes do sexo: Bastidores e cenários do pornô brasileiro/ María ElviraDíaz Benítez. Rio de Janeiro: UFRJ/Museu Nacional/PPGAS, 2009
SAIDE, O. & MELLO, L. TDAH e Transtorno do uso de subs­tância
American Psychiatric Association 2009, Annual Meeting: Abs­tract NR2-042. Presented May 18, 2009.

“Onde há pornografia, não há liberdade. Há alguém ganhando dinheiro e alguém sofrendo para produzir o dinheiro que este outro está ganhando. Quem se vê submetido à cena pornográfica, sempre sofre, mesmo apesar de seus possíveis comprometimentos subje­tivos a tal submissão. O comprometimento eventual de alguns de nós, não legitima o ato agressivo de quem propõe a pornografia”. Manifesto contra a pornografia - Pedro Cardoso – ator

Fonte: Rewista In Guardia - Fevereiro 2012

terça-feira, 3 de março de 2015

Sexo,Amor,Pornografia

Por:Karen Mortean

A sexualidade é um componente fundamental da personalidade,é um modo próprio do ser,de manifestar,expressar e comunicar o amor humano,tornando-se impossível desvincular a sexualidade do amor.“O amor abraça também o corpo humano e o corpo torna-se participante do amor espiritual”(1),ou seja,o amor humano abrange a unidade corpóreo-espiritual, é total e integral.A prática sexual não pode ser reduzida a mero conhecimento intelectual ou vínculo afetivo,ela é também corporal.

No livro do Genesis o autor relata que o homem e a mulher se conheceram,Adão conheceu Eva,sua esposa,este conhecimento trata-se da condição humana integral do outro enquanto cônjuge.No ato sexual se reconhece o valor da pessoa em sua totalidade,corporal,emocional,racional e espiritual.Os corpos dos esposos na sua nudez manifestam-se como um dom(2),do mesmo modo a complementariedade sexual,o impulso sexual físico e a gratificação imediata do mesmo.“Os corpos dos esposos na sua nudez é entendido como manifestação da pessoa e como o seu dom, ou seja sinal de confiança e de doação à outra pessoa...”(3).Desfrutar no matrimônio a vivência sexual não é pecado,desde que não se exclua dele deliberadamente o fim divino.

A doação total dos esposos em todas as suas dimensões tem sua realização última na união sexual,proporcionando o conhecimento mútuo, alegria,compreensão,proximidade emocional,intimidade e prazer compartilhado.Sendo assim,é natural o desejo de uma vivência sexual plena e feliz no casamento.O problema é que a ignorância do verdadeiro significado do dom do corpo,acrescido da mentalidade de satisfação pessoal a todo custo,tem gerado sérios problemas de ordem moral na vida conjugal.Em busca de uma realização sexual distorcida,o casal ou somente um dos cônjuges, é persuadido a usar de meios que ferem a dignidade humana.

Práticas como assistir filmes pornográficos e o uso de vídeo ou chat de sexo online,estão induzindo casais ao erro com argumentos ilusórios de serem inofensivas e capazes de estimular e melhorar a vida sexual matrimonial. Porém,ao contrário do que se deseja,a mera relação sexual desvinculada do amor profundo,não só não aumenta o amor entre os envolvidos, como impede que se estabeleça uma relação efetivamente amorosa após a relação sexual.Um estudo publicado na revista Family Research Council,realizado por Patrick F.Fagan* descreve os efeitos sociais e psicológicos da pornografia(4),demonstrando o impacto do seu consumo no matrimônio.

Ele faz referência às evidências clínicas,que demonstram como a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.As consequências negativas no matrimônio são inúmeras,gerando sofrimentos psicológicos profundos nas esposas de homens consumidores regulares de pornografia e estes, por sua vez,acabam por diminuir sua entrega emocional nas relações sexuais.Os danos psicológicos mais comuns nas esposas dos consumidores de pornografia são sensações de traição,perda e desconfiança,diminuição da auto-estima,perda da confiança do seu poder de atração e de seu desempenho sexual e em casos mais graves esses sofrimentos podem desencadear quadros depressivos.Já nos maridos consumidores de pornografia,os problemas mais comuns são diminuição do desejo por suas esposas,diminuição da com as pessoas no convívio social.

Um outro estudo preliminar,revela que 40% dos viciados em sexo perdem suas esposas. Um levantamento de dados a partir de relatos de advogados de divórcio indicam que em 68% dos casos de divórcios ocasionados por uma das partes ter se envolvido em interesses amorosos na internet,em 56% dos casos este tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.Para agravar ainda mais a situação,semelhante estudo realizado por Fagan,revela que a pornografia exibe uma grande quantidade de conteúdo violento.“Um estudo dos diferentes meios pornográficos encontrou violência em quase 1/4 das cenas de revistas e mais de 1/4 nas cenas de vídeos,além de mais de 40% na pornografia online(5).”Os estudos sugerem que há uma conexão entre a exposição da pornografia e as agressões sexuais.O consumo de pornografia não-violenta, estimula o homem a perder com maior facilidade o auto-controle,ficando mais propício a forçar sua esposa a ter relações sexuais quando esta não consente.

De modo geral,as distorções mais comuns criadas pela pornografia são três:

1. As relações sexuais na natureza são algo recreativo.
2. Os homens são em geral sexualmente dominantes.
3. As mulheres são objetos ou bens sexuais.

Na relação sexual na qual o casal consente o uso de estímulo sexual fora da intimidade a dois,é uma união falsa.É um ato degradante que foge completamente do desejo do Criador,é incompatível com a dignidade de um filho de Deus.Outra prática ilusória e sem sentido, do verdadeiro significado da união sexual verdadeira,é o hábito de imaginar que ao unir-se sexualmente com seu cônjuge, está possuindo outra pessoa.Alegar que um acordo entre as partes isenta o erro do uso da pornografia é uma mentira sem fundamento,conseqüência de uma mentalidade relativista.

O uso da pornografia, se não for combatido,leva à ruína a vida da alma e do amor conjugal, pois é uma inclinação ao mal,fruto do pecado original e dos pecados pessoais e, principalmente, é uma ofensa grave a Deus.Reconhecer esta desordem interna deve primeiro nos impulsionar a rezar,pedindo a misericórdia de Deus que tudo perdoa e tudo pode mudar.Nesta luta contra os pecados internos é de fundamental importância,fazer uma boa confissão,recorrer frequentemente aos sacramentos,rezar as práticas de piedade mariana,apegar-se à oração e à mortificação.Exercitar a sinceridade diante de Deus e diante de si, e,se possível,procurar um diretor espiritual(6).

Na luta contra os maus hábitos cotidianos é necessário ter uma conversa sincera com o cônjuge, conter a curiosidade,não assistir ou ler histórias sensuais,distrair-se com passeios,esforçar-se em fomentar o afeto entre o casal (elogios,flores,carícias).A grande chave de ouro é reconhecer-se humilde diante de Deus.A humildade que nos permite reconhecer nossas misérias sem desesperar por nossos erros.“Porquanto,é esta a vontade de Deus:a vossa santificação,que vos aparteis da luxúria,que cada qual saiba tratar sua própria esposa com santidade e respeito,sem se deixar levar pelas Paixões,como os gentios que não conhecem a Deus”.(7)

1- Exortação Apostólica Familiaris Consórtio

2- Gen 2, 25

3- Papa João Paulo II.

4- The Effects of Pornography on Individuals,Marriage, Family and Community

5- http://www.zenit.org/article-24113-?l=portuguese

6- http://www.opusdei.org.br/art.php?p=48544&rs=m

7- 1 Tes 4,6

8- 270 perguntas e resposta sobre Sexo e Amor - Rafael Llano Cifuentes

9- Sereis uma só carne - Prof. Felipe Aquino

10- Amor e Casamento - Cormac Burke * Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião.

Fonte: Revista In Guardia - Junho 2012

segunda-feira, 2 de março de 2015

Anarquia sexual: o legado de Kinsey

Nossas crianças estão sob ataque de um inimigo pérfido e perigoso.
Em 17 de agosto de 2011, mais de 50 ativistas participaram de uma conferência para “indivíduos que sentem atração por menores de idade”, isto é, pedófilos. O propósito da conferência foi eliminar o “estigma” ligado à pedofilia e redefinir a pedofilia como “orientação sexual” normal. O Ministério da Justiça dos Estados Unidos apurou que 64 das vítimas de estupro anal violento são meninos com menos de 12 anos e que 58.200 crianças foram raptadas por indivíduos não parentes em 1999.
Os tão chamados “especialistas” no campo da sexualidade humana afirmam que as crianças são sexuais não só desde o nascimento, mas até mesmo no útero e são participantes voluntárias de atos sexuais com adultos.
Crianças são incentivadas a ter experiências sexuais cedo e muitas vezes e a se envolver sexualmente com membros do mesmo sexo bem como do sexo oposto. As doenças sexualmente transmissíveis entre adolescentes estão aumentando em proporções epidêmicas, e variedades novas e às vezes fatais de doenças estão sendo registradas. Mais de 50.000 adolescentes contraíram o HIV que avançou para AIDS total e já em 1992 mais de 7.000 meninos e 1.500 meninas morreram de HIV/AIDS.
Como foi que chegamos a esse ponto? Como é que podemos deter essa loucura antes que percamos uma geração inteira?
A pergunta de como chegamos a esse ponto pode ser respondida com duas palavras: Alfred Kinsey. Mesmo 55 anos depois de sua morte. O Dr. Alfred C. Kinsey continua a afetar profundamente a cultura americana. Dois de seus apoiadores mais ardentes, a Dra. Carol Vance, ativista lésbica e antropóloga da Universidade de Columbia, e o Dr. John Money, um defensor assumido da pedofilia e pioneiro de cirurgia transgênera na Universidade de Johns Hopkins, resumiram de forma convincente o legado do Dr. Kinsey — um legado que eles consideram “progresso” sexual, mas é em realidade anarquia sexual.
Falando num congresso sobre Kinsey em 1998 de companheiros sexólogos da Universidade Estadual de San Francisco, a Dra. Vance disse: “O campo de batalha é a biografia”. [1] Se Kinsey for desacreditado, ela alertou, “200 anos de progresso sexual poderão ser arruinados”.
As declarações da Dra. Vance ecoam comentários feitos em 1981 pelo Dr. Money no 5º Congresso Mundial de Sexologia em Israel. Eles também concordaram que as informações contidas na Tabela 34, abaixo, e os outros dados que registram os abundantes abusos de crianças de Kinsey e sua equipe, descritos em detalhe no estudo de Kinsey de 1948 sobre a sexualidade masculina, seriam a destruição das “eras pré- e pós-Kinsey” globalmente e nos EUA.
Aliás, o Dr. John Bancroft, diretor do Instituto Kinsey, disse na conferência de 1998, que comemorou o aniversário de 50 anos dos estudos de Kinsey, que ele “rezava” para que um programa de televisão britânico, “Secret History: Kinsey Paedophiles” (História Secreta: Os Pedófilos de Kinsey), jamais fosse exibido nos Estados Unidos porque o público não compreenderia a “ciência” que Kinsey usou quando publicou as tabelas 30-34. Ele compreendia que se essas tabelas fossem amplamente divulgadas nos Estados Unidos, então o campo inteiro da sexualidade humana e da educação sexual humana seria destruído.
Esse campo da sexualidade humana e da educação sexual humana e 200 anos de “progresso sexual” que esses “cientistas” de elite estavam tão preocupados que seriam destruídos são descritos de forma melhor como anarquia sexual. Essa anarquia sexual que deu a esses cientistas e seus seguidores prestígio, dinheiro, credibilidade e controle sobre a desconstrução da sociedade civil judaico-cristã foi fabricada pelo Dr. Kinsey.
Como zoólogo de vespas na Universidade de Indiana de 1920 até sua morte em 1956, o Dr. Kinsey é famoso por seus livros de grande impacto, Sexual Behavior in the Human Male [Conduta Sexual no Homem] (1948)[2] e Sexual Behavior in the Human Female [Conduta Sexual na Mulher] (1953),[3] financiados pela Universidade de Indiana e pela Fundação Rockefeller. O Dr. Kinsey disse que sua missão era eliminar o legado legal e comportamental sexualmente “repressivo” do Cristianismo e Judaísmo. Ele afirmava que esse legado sexual “repressivo” era responsável por males socio-sexuais como o divórcio, estupro, filhos ilegítimos, doenças venéreas, delinquência juvenil, promiscuidade sexual, homossexualidade, adultério e abuso sexual de crianças.
Além disso, ele argumentava que se nós americanos admitíssemos que estávamos realmente engajados em condutas devassas generalizadas, em vez de negar hipocritamente, então esses males socio-sexuais seriam dramaticamente reduzidos.
Em grande medida, a missão do Dr. Kinsey foi cumprida, na maior parte depois de sua morte, por sua legião de verdadeiros crentes — elitistas que fizeram lavagem cerebral sistemática em seus colegas das elites intelectuais para adotar a cosmovisão secular pansexual e jogar no lixo a cosmovisão judaico-cristã sobre a qual este país foi fundado e prosperou.
O resultado da missão do Dr. Kinsey foi totalmente o contrário da utopia que ele predisse. Em vez de reduzir os males socio-sexuais que ele afirmava serem desenfreados nos Estados Unidos antes de Kinsey, a implementação da cosmovisão de Kinsey vem aumentando o existente trauma sexual global e ao mesmo tempo vem introduzindo um exército de novos males que são objetivamente definidos como anarquia sexual. Como um câncer se espalhando em todo o corpo, a anarquia sexual se espalhou em toda a estrutura da sociedade, afetando todos os aspectos da vida americana e todo homem, mulher e criança.
De acordo com o “estudo” de Kinsey financiado pelos Rockefellers, a “ciência” dele demonstrou que os seres humanos desde o início viviam copulando como insetos ou macacos, mas de modo sistemático e hipócrita viviam mentindo sobre suas condutas. Os adultos afirmavam que eram virgens, ou matrimonialmente fiéis, mas, de acordo com Kinsey, a verdade era que a maioria das pessoas era promíscua e a generalizada promiscuidade sexual não havia provocado nenhum dano à sociedade civil.
Portanto, disse Kinsey, todas as leis que restringem a conduta sexual — as leis que haviam favorecido e protegido mulheres, crianças e a família durante gerações — eram simplesmente sobras antiquadas deixadas por uma era desinformada e hipócrita. Tais leis sexuais não eram mais válidas numa “era sexualmente iluminada e honesta”.
Depois, apareceu “o propagandista de Kinsey”: Hugh Hefner e sua revista Playboy. Por insistência de Kinsey, as leis dos Estados Unidos foram esvaziadas para se assemelharem ao estilo de vida de sexo livre que Kinsey alegava que os americanos estavam vivendo desde o começo, e pudessem finalmente viver publicamente com um espírito aberto e livre — sem mais mentiras e fingimento. Portanto, o Código Penal Modelo do Instituto de Direito Americano em 1955 jogou no lixo os padrões sexuais do “direito comum” que eram baseados na autoridade e procedente da Bíblia para ficar com a “lei científica” baseada nos “dados alegadamente objetivos” de Kinsey.
O Instituto de Direito Americano (IDA) recomendou leis que trivializavam o estupro e permitiam a fornicação, a coabitação, a sodomia e o adultério. Logo depois, a fornicação, a coabitação e o adultério foram descriminalizados de modo que se tornariam comuns, normais e inofensivos, conforme Kinsey disse que haviam sido desde o começo. Em 1957, o Ministério da Defesa dos Estados Unidos usou Kinsey e sua equipe para concluir que os homossexuais não representam um risco de segurança.
O IDA também recomendou mudar a definição de obscenidade, o que o Supremo Tribunal fez em 1960. Naquele mesmo ano, a alegação de Kinsey de que de 10% a 37% da população masculina são pelo menos às vezes homossexuais foi usada para promover “direitos gays” nas profissões das elites, tais como medicina, psiquiatria, assistência social, educação, etc.
Em 1961, Illinois se tornou o primeiro estado a legalizar a sodomia heterossexual. Em 1962 Ralph Slovenko escreveu na revista Vanderbilt Law Review (Análise do Direito na Universidade Vanderbilt) que crianças de quatro ou cinco anos são provocativas: “Até mesmo com a idade de quatro ou cinco anos, essa sedução pode ser tão potente a ponto de oprimir o adulto e levá-lo a cometer o crime”.
Naquele mesmo ano, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos declarou que a oração em escolas públicas era inconstitucional [4] e no ano seguinte declarou que a leitura da Bíblia nas escolas públicas era inconstitucional. [5] A cosmovisão judaico-cristã foi eliminada das salas de aula. As escolas não mais poderiam ensinar que a fornicação, o adultério ou a coabitação eram ilegais, e os professores de saúde não mais poderiam indicar que o sexo deveria ser confinado ao casamento porque isso refletiria uma cosmovisão “religiosa”, portanto, alegadamente sem base científica.
A única possibilidade que restava para ensinar a reprodução humana era a cosmovisão “científica” de Kinsey.
Em 1968, mais de 51.000 profissionais sexuais haviam sido treinados pelo não autorizado
IEASH (Instituto para o Estudo Avançado da Sexualidade Humana) para ensinar a sexualidade, conforme Kinsey, nas escolas e faculdades médicas e a projetar currículos de educação sexual para as escolas. Em 1975, o IEASH começou a credenciar educadores sexuais em “sexo seguro” com o nível de doutorado.
A contracepção se tornou uma necessidade em face das mudanças radicais no cenário sexual, e assim é que foi legalizada em 1965.[6]
À medida que a evidência de falta de “consentimento” se tornou o único critério para crimes sexuais, as alegadas vítimas de estupro eram comumente desafiadas como “gostando” do sexo brutal e como dando consentimento para a atividade sexual. A prostituição e o estupro foram cada vez mais mencionados como “crimes sem vítimas” nos tribunais e nos meios de comunicação.
Portanto, o direito de ter sexo para “diversão” e lucro se tornou a justificativa para uma indústria sexual, inaugurada pelo propagandista de Kinsey, Hugh Hefner, que inclui pornografia infantil e adulta, exibicionismo, prostituição e clubes de strip-tease, para mencionar somente uns poucos. Essa indústria cresceu tanto que virou um mercado multibilionário, dando a seus fornecedores os recursos e poder político para negociar verbas para organizações de pesquisa na área de sexologia e organizações que criam currículos de educação sexual para as escolas dos EUA, bem com o acesso a grupos de pressão política e, comprovadamente, a legisladores estaduais e federais para continuarem a mudar a lei para favorecer os interesses da indústria sexual.
A Playboy e outras revistas pornográficas têm também financiado a Federação de Planejamento Familiar, o Conselho de Informações e Educação Sexual dos Estados Unidos (conhecido pela sigla em inglês SIECUS), o Instituto Kinsey e outras instituições de “sexologia”.
Em 1967, a Playboy concedeu a primeira de muitas verbas para a [organização esquerdista de pressão política] ACLU para apoiar o uso de drogas, a pornografia, o aborto, a homossexualidade, a [des]educação sexual nas escolas e a eliminação ou redução das penas para os criminosos sexuais. Começando em 1970, aPlayboy oficialmente concedeu financiamentos para a ONRLM, Organização Nacional para Revogar as Leis contra a Maconha.
O ano de 1969 trouxe eventos importantes relacionados à campanha sistemática para normalizar a homossexualidade conforme era promovida com sucesso por Kinsey 21 anos antes. A Frente de Liberação Gay foi formada na Universidade Alternativa de Nova Iorque. A Associação Americana de Sociologia oficialmente declarou que a homossexualidade é normal, citando a “pesquisa” de Kinsey. A Força-Tarefa sobre Homossexualidade dos Institutos Nacionais de Saúde Mental recomendou legalizar atos homossexuais (sodomia) consensuais privados citando os “dados” de Kinsey. [7] Em 1972, essa força-tarefa, liderada por discípulos de Kinsey, recomendou insistentemente que a homossexualidade fosse ensinada como variação sexual normal nas escolas dos EUA.
Uma lei de divórcio “sem determinação de culpabilidade” foi solenemente introduzida na Califórnia em 1970. Em 1985, leis de divórcio “sem determinação de culpabilidade” estavam em vigor em 49 estados. Isso ocasionou um aumento enorme no índice de divórcio e o empobrecimento de mulheres e crianças, aumentando a necessidade para assistencialismo estatal e aborto, sendo que o aborto foi legalizado em 1973.[8]
A ausência de pais no lar reduziu a vida doméstica, econômica, social, emocional e espiritual, o que provocou uma epidemia de abusos sexuais contra as crianças, mais promiscuidade sexual, mais criminalidade — inclusive estupro e prostituição — mais doenças venéreas e esterilidade em moças. Sem nenhum pai no lar, os filhos estavam de modo significativo mais vulneráveis a abusos por parte de crianças mais velhas, o que era redefinido por Kinsey como “inofensivas” brincadeiras sexuais entre colegas. Essas “inofensivas” brincadeiras sexuais levaram a índices elevados de doenças venéreas, promiscuidade sexual, identidade homossexual assumida e suicídio.
Essas desordens então abriram a porta para formas adicionais e mais perigosas de [des]educação sexual compulsória mascaradas como “orgulho” da própria “orientação” sexual, leis contra bullying, prevenção à AIDS e mais orientações em “sexo seguro”, inclusive masturbação mútua, sodomia oral e anal e ver pornografia.
Em 1981 a Dra. Mary Calderone, presidente do SIECUS e ex-diretora médica da Federação de Planejamento Familiar, radicalizou mais do que Kinsey, afirmando que as crianças são sexuais no útero (Kinsey dissera que as crianças eram sexuais desde o nascimento).
Calderone anunciou que a conscientização da sexualidade infantil era a meta principal de sua organização. Isso marcou o padrão “científico” para a distribuição de camisinhas para crianças na nação inteira. Intervenções terapêuticas foram instituídas para ajudar os jovens que estavam agora cada vez mais traumatizados. Intervenções farmacológicas também aumentaram, inclusive vacinas compulsórias de Hepatite B para bebês e vacinas do HPV para crianças em idade do ensino fundamental como “proteções” contra DSTs. Ambas as vacinas foram promovidas num manifesto pedófilo de 1977 chamado “Direitos da Criança”.
Dava para se escrever centenas de páginas sobre essas questões e os efeitos colaterais adversos da bem-sucedida propaganda de promiscuidade de Kinsey que fizeram os EUA cair num estado de anarquia sexual.
Precisamos colocar toda nossa atenção agora no modo como podemos deter toda essa loucura — não ignorando o problema ou desistindo de tudo em desespero. Deus está do nosso lado, exatamente como Ele estava do lado daqueles que fundaram este país. Deus usou 56 homens tementes a Deus para enfrentar a maior potência imperial do mundo livre e dar nascimento a esta grande nação. Ele pode nos usar para enfrentar o atual estado de anarquia sexual, retornar esta nação às nossas raízes judaico-cristãs e resgatar nossos filhos do inimigo que busca roubar, matar e destruir. Como beneficiários da ação miraculosa de Deus que criou os Estados Unidos, não podemos fazer menos que isso. Kinsey e seus discípulos no Instituto Kinsey por mais de 60 estão remoldando a cultura americana. Com as décadas de pesquisas da Dra. Reisman, temos as armas para prevalecer, e precisamos nos unir para criar uma resposta judaico-cristã para o Instituto Kinsey. Temos o apoio do Deus do universo. Podemos e temos de ganhar esta batalha.

Notas:
1 - “O campo de batalha se tornou a biografia à medida que conservadores morais como a Dra. Judith Reisman se esforçam para desacreditar Alfred Kinsey a fim de rever outra era americana”, alertou a professora Carole Vance. Outro infame sexólogo declarou: “Tenho alguns problemas, e estou certo de que vários de nós têm, com o uso da palavra ‘normal’. Se considerarmos o abuso sexual de crianças, o problema para defini-lo, até que ponto estamos falando dos aspectos da conduta que chamaríamos errada… não sabemos realmente até que ponto essas experiências são danosas…” (6 de novembro de 1998, seminário da Universidade Estadual de San Francisco “Kinsey At 50: Reflections On Changes In American Attitudes About Sexuality Half A Century After The Alfred Kinsey Studies”, celebrando Kinsey e tratando de estratégias de anarquia para uma novo futuro sexual global).
2 - No mesmo ano, a Fundação Carnegie financiou o Comitê de Educação Legal da Associação de Advogados, Juristas e Magistrados dos EUA e do Instituto de Direito Americano. Outros livros pró-Kinsey foram publicados pedindo reformas nas leis sexuais e complacência para os criminosos.
3 - Naquele ano, a comissão parlamentar Reece foi proibida de investigar os dados de Kinsey. Além disso, a Federação de Planejamento Familiar foi fundada em Washington, D.C.
4 - Engel v. Vitale, 370 U.S. 421 (1962).
5 - Abington School District v. Schempp, 372 U.S. 203 (1963).
6 - Griswold v. Connecticut, 381 U.S. 479 (1965) (casais casados), Eisenstadt v. Baird, 405 U.S. 438 (1972) (casais amigados).
7 - O Supremo Tribunal manteve a criminalização da sodomia na decisão Bowers versus Hardwick, 478 U.S. 186 (1986), mas então revogou essa decisão e resolveu que a sodomia homossexual não mais poderia ser criminalizada, na decisão Lawrence versus Texas, 539 U.S. 558 (2003). Essa última decisão foi em grande parte baseada no Código Penal Modelo do IDA, o qual era amplamente mencionado como um documento de Kinsey.
8 - Roe versus Wade, 410 US 113 (1973). Conforme o juiz Kennedy observou na opinião da decisão Lawrence,Griswold e Eisenstadt eram parte do campo de batalha para a opinião em Roe. Lawrence, 539 U.S. at 565. Isso ilustra como o legado de Kinsey tem permeado todos os aspectos da sociedade.
 Tradução: Julio Severo

Querido pai: carta aberta a um usuário de pornografia

Querido pai,

Eu quero que o senhor saiba, em primeiro lugar, que eu o amo e o perdoo pelo que o seu consumo de pornografia me causou. Também queria que o senhor soubesse exatamente o que isso fez à minha vida. O senhor pode pensar que isso afeta apenas o senhor, ou ainda os seus relacionamentos e os da mamãe. Mas isso teve um profundo impacto em mim e em todos os meus irmãos.

Encontrei seu material pornográfico no computador, em algum lugar, por volta dos 12 anos de idade, quando começava a tornar-me uma jovem mulher. Em primeiro lugar, pareceu-me muito hipócrita que o senhor tentasse ensinar-me o valor do que entrava em minha mente, por meio dos filmes, quando, aqui, o senhor entretinha regularmente sua mente com esse lixo. Suas conversas comigo, sobre como tomar cuidado com o que eu assistia, passaram a não significar praticamente nada.

Por causa da pornografia, eu descobri que a mamãe não era a única mulher para a qual o senhor olhava. Passei a notar o seu olhar atrevido quando saíamos de casa. Isso ensinou-me que todos os homens têm o mesmo jeito de olhar e não são confiáveis. Aprendi a desconfiar e até a rejeitar os homens por esse modo como eles observavam as mulheres.

Até onde vai a modéstia, o senhor tentou falar comigo sobre como meu vestido afetava aqueles ao meu redor e como eu deveria valorizar a mim mesma pelo que eu sou interiormente. Suas ações, todavia, me diziam que eu só seria verdadeiramente bonita e aceita se parecesse com as mulheres nas capas de revista ou nos materiais pornográficos. Suas conversas comigo não significaram nada e, na verdade, só me deixaram irritada.

Assim que cresci, só tive essa mensagem reforçada pela cultura em que vivemos. Aquela beleza é algo que só pode ser alcançado se você se parece com "elas". Eu também aprendi a confiar cada vez menos no senhor, já que o que me dizia não se alinhava com o que o senhor fazia. Eu sempre me perguntava se algum dia encontraria um homem que me aceitasse e me amasse por mim e não apenas por meu rosto bonito.
Quando levava minhas amigas para casa, eu me perguntava como o senhor as tratava. O senhor as via como minhas amigas ou como um rosto bonito em uma de suas fantasias? Nenhuma garota deveria sequer imaginar isso a respeito do homem suposto a proteger a ela e às outras mulheres em sua vida.

Eu conheci um homem. Uma das primeiras coisas que lhe perguntei foi sobre sua luta com a pornografia. Agradeço a Deus por não ser algo que tenha tomado tanto controle sobre sua vida. Nós ainda temos lutas por causa da profunda desconfiança dos homens que tenho em meu coração. Sim, o seu consumo de pornografia afetou o meu relacionamento com o meu marido, anos depois.

Se eu pudesse lhe dizer uma coisa, seria isto: a pornografia não afetou apenas a sua vida; afetou todos ao seu redor, de maneiras que eu acho que o senhor não pode sequer imaginar. E ainda me afeta, até hoje, quando eu penso na influência que isso tem em nossa sociedade. Apavoro-me com o dia em que tiver que conversar com meu querido pequeno garoto sobre a pornografia e suas vastas e gananciosas mãos. Quando eu contar a ele como a pornografia, assim como a maior parte dos pecados, afeta muito mais que apenas a nós mesmos.

Como disse, eu já o perdoei. Sou muito agradecida a Deus pelo trabalho que Ele tem feito em minha vida nesta área. É uma área com a qual eu ainda luto de vez em quando, mas sou agradecida pela graça de Deus e pela de meu marido. Rezo para que o senhor supere tudo isso e para que muitos homens que lutam com a pornografia tenham os seus olhos abertos.

Com amor,

Sua filha.